O dia

Sem aparelho de ar-condicionado, prefeitura prejudica pacientes que precisam de raio-x em Vilhena

O equipamento precisa ser utilizado em ambiente climatizado, do contrário pode queimar por conta do superaquecimento

O subtenente Carlos Suchi (Podemos) informou na manhã desta quinta-feira, 8, que recebeu uma denúncia de alguns servidores lotados no Hospital Regional de Vilhena dando conta de que o aparelho de ar-condicionado instalado na sala de raio-x da unidade hospitalar está sem funcionamento.

O vereador explicou que vem fazendo solicitações tanto ao secretário municipal de saúde, Afonso Emerick, quanto ao diretor do próprio hospital Faiçal Akkari, há quase 15 dias, mas até a manhã desta quinta, o aparelho continuava sem funcionamento.

A informação repassada ao parlamentar, é de que o aparelho não pode ficar sob temperatura muito alta e que danificar por conta disso. “Estamos tentando contato com a Secretaria Municipal de Saúde há quase 15 dias, mas sequer resposta aos ofícios nós tivemos. Estou preocupado com esta situação porque trata-se de um equipamento caro e novo, além de suma importância à sociedade e que pode estar em risco por falta de ar-condicionado”, relatou Suchi.

Técnicos ouvidos pelo site informaram que o aparelho não pode ser utilizado sem ar-condicionado. “O aparelho de raio-x esquenta muito. Se a sala não estiver climatizada, ele pode queimar”, disse um dos profissionais.

Um especialista em saúde pública relatou que no município de Cacoal, em 2013, houve problema semelhante e o número de atendimentos reduziu drasticamente: “Naquela época, havia uma média de 150 exames de raio-x diariamente. Por conta da falta de ar-condicionado, foi reduzido para 30, apenas casos de extrema urgência”, relembrou.

A equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica entrou em contato com o diretor da unidade, Faiçal Akkari, no dia 26 de julho através do aplicativo de relacionamentos WhatsApp e perguntou sobre o assunto. Porém até o fechamento desta edição ele não se pronunciou sobre o caso.

Ainda em tempo, esta página eletrônica deixa espaço aberto à Secretaria Municipal de Saúde caso queira se pronunciar sobre o assunto.

Segundo denúncias feitas por servidores, aparelho está sem funcionar há quase 15 dias
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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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