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Força-tarefa em RO realiza processo de acolhimento de imigrantes venezuelanos

Várias entidades, inclusive o Governo do Estado, estão engajados no trabalho

Por ser um serviço de alta complexidade no Sistema Único de Assistência Social (Suas), o Governo do Estado de Rondônia participa do acolhimento aos 43 venezuelanos que chegam a Porto Velho nesta quinta-feira, 11, oriundos de Roraima.

Por meio da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), o governo rondoniense intermediará o cadastro junto ao sistema Nacional de Emprego (Sine-RO) com vistas à inserção no mercado de trabalho, auxiliará na confecção de documentos civis, caso necessário, e ainda disponibilizou um micro-ônibus para o transporte da Paróquia São Cristóvão até o abrigo.

Outro micro-ônibus também foi disponibilizado pela Casa Militar. A Seas ainda está viabilizando a doação de peixes para complementar a alimentação nos abrigos. O pescado é fruto do trabalho de fiscalização da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), com o apoio do Batalhão da Polícia Ambiental, que resultou na apreensão de duas toneladas, nos dias 9 e 10 deste mês.

O acolhimento a esses estrangeiros faz parte do processo de interiorização promovido pela Força Tarefa Logística Humanitária, com o objetivo de proporcionar um recomeço para essas famílias em solo brasileiro.

Os imigrantes foram recepcionados na ALA 6 da Base Aérea de Porto Velho (BAPV) e no local foi servido almoço e realizado atendimento médico. Em seguida foram transportados pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva até a Paróquia, onde foram recepcionados pelos dirigentes da Cáritas, que os conduziram aos abrigos nos veículos cedidos pela Seas e a Casa Militar. A Cáritas também recebeu cerca de R$ 290 mil do Departamento de Migração dos Estados Unidos para o atendimento pelo período de um ano.

ACOLHIMENTO

Desde o início deste ano a Seas tem participado do acolhimento aos venezuelanos e a outros estrangeiros no Estado, juntamente com a Força Aérea Brasileira (FAB).

Cáritas, que é a entidade de promoção e atuação social que trabalha na defesa dos direitos humanos, da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável solidário, além do Município. Em 16 de janeiro a FAB transportou 106 venezuelanos, que foram recebidos pela Cáritas e alojados em 17 casas.

Destas 106 pessoas, pelo menos 45 ainda continuam recebendo assistência, enquanto outras estão empregadas e até buscaram outros parentes. Uma parte foi embora, inclusive há registro de um caso que retornou à Venezuela. No mês de abril a Seas ainda conseguiu alojar no Ginásio Cláudio Coutinho pelo menos 20 pessoas, entre venezuelanos e cubanos, que após quatro dias seguiram para outros Estados.

Em Rondônia, além do programa de interiorização, há registro de atendimento a 546 pessoas que chegaram por meios próprios. Dessas, cinco estão no Centro POP, que é o serviço de acolhimento a pessoas em situação de rua, com somente pernoite; e 31 estão no albergue municipal, onde sãos servidas três refeições por dia e o tempo de permanência é de 30 dias.

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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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