Política

Escassez de antibióticos e equipamentos preocupa servidores do Hospital Regional

Servidores estão preocupados com a falta de um estoque equilibrado, além da compra correta de produtos utilizados no cotidiano da unidade

Um servidor lotado no Hospital Regional de Vilhena entrou em contato com a equipe de reportagem da Gazeta Amazônica para informar que a unidade de saúde está sem variedade de jelco para acesso venoso e também falta de antibióticos mais potentes para o combate às bactérias mais fortes.

O servidor que entrou em contato com a equipe de reportagem relatou que a direção do hospital disponibiliza – quando isso acontece – gelcos diversos apenas para um dia, e o problema persiste há semanas. “Precisava vir alguém aqui e pesquisar, virar tudo de cabeça pra baixo. No Pronto Socorro eles tentam manter os itens necessários, o problema está dentro nas clinicas”, relata.

O denunciante relata, ainda, que nesta última semana, os pacientes das clínicas do Regional não tinham mais à disposição soro fisiológico de 250ml. “Tem soro glicosado, o problema é que maioria dos antibióticos só podem ser diluídos em soro fisiológico”, explica o servidor público que não se identifica por medo de represália dos superiores.

De acordo com denúncia, falta variedade de jelco, além de antibióticos para bactérias mais resistentes. Soro está sendo jogado no lixo

O denunciante relata, ainda, que pela falta do soro de 250 ml, os enfermeiros são obrigados a jogar soro fora, uma vez que tendo apenas bolsas de soro maiores, eles utilizam o necessário e o restante acaba indo para o lixo. “Isso é uma judiação, desperdício de dinheiro e de produto. A situação está entrando em ponto de calamidade”, relatou.

Uma enfermeira que está de plantão neste final de semana confirmou a denúncia do colega servidor e disse que é necessário uma blitz no hospital para averiguar o tamanho do problema. “Estamos com falta constante de medicamento, e isso nos preocupa, pois nunca sabemos o que pode acontecer. O Ministério Público poderia fazer uma visita surpresa para constatar as condições. A câmara também”, propõe.

O site Gazeta Amazônica comunicou o secretário de saúde, Afonso Emerick acerca do assunto através do aplicativo de relacionamentos, WhatsApp, porém até o fechamento desta matéria ele não se pronunciou. Ainda assim, esta página eletrônica deixa espaço para que os responsáveis pelo Hospital Regional, caso queiram, apresentem suas versões sobre o fato.

O QUE É JELCO?

O site Enfermagem Piauí diz que “a punção venosa com catéter sobre a agulha, conhecido popularmente entre os profissionais de enfermagem como jelco é um procedimento de enfermagem indicado para a utilização de terapia endovenosa (EV/IV) de curta duração com troca a cada 72 horas.

O catéter sobre agulha jelco, é um tipo de cateter periférico diferenciado pela forma que se apresenta. É composto de um conjunto constituído por um cater de teflon que sobrepõe o cateter agulhado de aço inoxidável. No momento da instalação do dispositivo o cater agulhado, após a punção do vaso, serve apenas como guia para o cateter. Este fica em contato direto com o vaso e o fato de não apresentar ponta favorece a permanência do acesso venoso, pois não perfura o vaso, como no caso dos escalpes.

O jelco apresenta tamanhos diferentes usados nas mais diversas situações para punção venosa. O jelco não é indicado para a administração de medicação venosa em sals de administração de medicamentos. Para esse uso indica-se a utilização de escalpe”.

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