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Paciente de Colorado do Oeste perde vaga em Cacoal e precisa ser internada em Vilhena; caso quase foi parar na polícia

Vilhena chegou a ser acusado de omissão de socorro, mas alega que a responsabilidade é do Estado

Uma confusão envolvendo uma paciente idosa do município de Colorado do Oeste na noite desta quarta-feira, 1, em Vilhena por pouco não virou caso de polícia. Isso porque a equipe de profissionais de saúde de Colorado que é responsável pela paciente acusou, inicialmente, o Hospital Regional de Vilhena de omissão de socorro.

A paciente, segundo informações preliminares, estava com problema identificado como síndrome respiratória. Ela deveria ser encaminhada a Cacoal (que é sede da macrorregião II de saúde do Estado). Servidores do Hospital Regional relataram que o grupo coloradense esteve em Vilhena antes de seguir viagem a Cacoal solicitando apoio para exames laboratoriais da paciente. “Um exame de imagem foi feito na rede particular e nós demos o apoio em exames de laboratório à paciente”, relatou um profissional que trabalha na unidade de saúde.

O grupo então seguiu viagem a Cacoal, porém no meio do caminho a administração do hospital em Cacoal informou que não havia vaga para a paciente e que a equipe de Colorado deveria retornar. O grupo então seguiu até Vilhena onde tentou manter internada a paciente.

Diante do impasse, a polícia chegou a ser acionada, porém o Boletim de Ocorrência (BO) acabou não sendo formalizado.

Em conversa com profissionais do Hospital Regional, a Gazeta Amazônica foi informada de que o município recebeu a paciente na unidade de saúde, mas a equipe composta por médico e enfermeiros de Colorado do Oeste deverá permanecer no hospital até que a paciente consiga vaga em Cacoal, que é a referência de saúde para o cone sul.

Omissão de socorro

Profissionais de saúde que estavam de plantão nesta quarta, no Hospital Regional de Vilhena negaram que houve omissão de socorro à paciente. “O Governo do Estado editou um protocolo através do qual retirou do município de Vilhena a responsabilidade de atender pacientes do cone sul com síndromes respiratórias (os recursos para este tipo de atendimento também foram retirados de Vilhena e permanecem concentrados no Estado, que assumiu a demanda deste tipo de atendimento), cabendo ao governo do Estado, notadamente o município de Cacoal, que é o responsável pelo atendimento médico da região, atender esta paciente. Os profissionais de Vilhena fizeram sua parte, agora cabe ao governo do Estado fazer a dele”, disse outro profissional ouvido pela Gazeta Amazônica.

Covid-19

Quando a informação sobre o incidente começou a circular pelos bastidores, comentava-se que a paciente tinha contraído covid-19. Os profissionais de saúde em Vilhena ouvidos pela Gazeta Amazônica informaram que os exames da paciente para covid-19 deram negativo, restando, portando a síndrome respiratória.

O protocolo do Governo do Estado, no entanto, estabelece que toda síndrome respiratória seja tratada como suspeita de covid-19.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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