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Secretário de saúde de RO diz que capital não tem mais leitos de UTI: “Estamos à beira de um colapso”

Fernando máximo disse que nas próximas 24 horas é possível que haja mais 22 leitos disponíveis

O Secretário de Estado de Saúde, Farnando Máximo, em entrevista à imprensa na manhã desta terça-feira, 2, para anunciar o início do programa Mapeia Rondônia – o qual vai testar 100 mil habitantes do Estado em relação aos casos de coronavírus – confirmou que a capital do estado, Porto Velho está a beira de um colapso da saúde. Segundo ele, toda  a rede de saúde da capital (tanto privada quanto pública) não tem mais leitos de Unidade de Terapia  Intensiva (UTI) disponíveis. Em todo Estado são mais de 5 mil infectados pelo vírus.

O secretário fez um apelo à população para que sejam respeitadas as medidas de segurança e principalmente que as pessoas tenham consciência da importância de seguir estes procedimentos. “Estamos à beira de um colapso e as pessoas têm que entender isso. Precisamos nos cuidar, cuidar de nossa família e do próximo”, disse o secretário.

Máximo relatou que a capital ainda tem leitos clínicos para atender os pacientes e a alternativa encontrada para amenizar o problema relacionado à falta de UTI, o Governo do Estado irá ativar 10 leitos no hospital João Paulo II.

Ainda de acordo com o secretário, a direção do Hospital do Amor na capital prometeu entregar 12 leitos de UTI ao Estado até esta quarta-feira, 3. O Governo do Estado ainda possui leitos de UTI distribuídos em alguns outros municípios que estão disponíveis.

Lockdown

Questionado acerca do estabelecimento de um lockdown na capital, o Secretário de Estado de Saúde disse que esta decisão cabe somente ao Governador Marcos Rocha, que deve conversar com empresários, cientistas e outras categorias da sociedade para tomar a decisão.

Lockdown é o termo utilizado neste caso para determinar o fechamento do comércio considerado não essencial, além de estabelecer limites de circulação de pessoas, além de garantir a não aglomeração a fim de cortar a cadeia de transmissão do vírus.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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