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Vilhena poderá receber pacientes com coronavírus de outros municípios; prefeitura estuda endurecer regas de circulação e comércio

Reunião do comitê contra o coronavírus do município ainda não decidiu medidas de restrições

Uma fonte da Gazeta Amazônica que participou da reunião do Comitê de Combate ao Coronavírus do Município de Vilhena, a qual aconteceu nesta terça-feira, 2, confirmou que as autoridades de saúde do Município estão em alerta máximo por conta do número de contágio acelerado que foi registrado no município. De acordo com a fonte, do 1º ao 14º caso houve um intervalo de 42 dias. Já do 15º caso ao 58º foram apenas 17 dias.

A fonte do site explicou que a velocidade de transmissão preocupa e chama a atenção das autoridades de saúde tendo em vista o fato de a média geral do município de Vilhena ter ultrapassado a do Estado como um todo nos últimos dias.

Outro ponto que foi discutido e de acordo com a fonte do site é dado como certo, é a transferência de pacientes infectados de outros municípios para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Vilhena. A pessoa que participou da reunião explicou que a primeira referência do Estado em relação às transferências é o município de Cacoal.

Mas devido ao crescente número de infectados na região, os cálculos das autoridades de saúde apontam que na próxima semana não haverá mais leitos de UTI em Cacoal, sendo consequentemente o município de Vilhena o próximo da fila a receber pacientes de outras regiões.

Foi explicado por representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) que Vilhena possui mais leitos de UTI para covid-19 do que Cacoal, e também por isso, o Município passa a entrar no radar do Governo do Estado para fornecimento deste tipo de serviço de saúde. É importante destacar que este é um procedimento padrão adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Do mesmo modo, se fosse necessário, o município de Vilhena também encaminha pacientes para outros municípios.

Nesta terça-feira, o secretário de estado da saúde, Fernando Máximo, anunciou que a capital, Porto Velho não tem mais leitos de UTI para atender aos pacientes, nem mesmo na rede particular.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou, ainda, que a saúde pública de Porto Velho está à beira do colapso.

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Servidores da saúde estão fragilizados

Ainda de acordo com a fonte da Gazeta que esteve presente na reunião desta terça-feira, outra preocupação do comitê é a saúde dos profissionais que atuam na linha de frente de combate ao vírus que estão à disposição do município. Houve relatos apresentados no encontro de que alguns profissionais da enfermagem estão se afastando do trabalho por não terem condições psicológicas em decorrência da pressão no atendimento.

Alguns médicos também estão afastados do trabalho, há confirmação de profissionais da saúde que estão infectados pelo coronavírus e a preocupação aumenta pela escassez de médicos especialistas em áreas necessárias para o combate à covid-19.

Hospital Regional de Vilhena é a maior unidade de saúde da região – foto: Arquivo

Suspende ou não suspende?

Ainda não se sabe, entretanto, se o prefeito Eduardo Japonês (PV) vai estipular medidas mais restritivas no comércio a fim de reduzir o volume de pessoas transitando pelas ruas e se aglomerando nos locais. Contudo, haverá uma nova reunião ainda nesta semana, possivelmente na quinta-feira, 4, para debater este assunto especificamente.

De acordo com a pessoa que conversou com a reportagem, é provável que haja modificações e fechamento de alguns setores sociais, principalmente setores comerciais, tendo em vista o fato de que é grande o número de pessoas que ainda não estão respeitando as medidas de segurança sanitária.

Vale destacar que não há, ainda, nenhuma modificação definida e que a situação permanece no campo do debate.

A versão oficial

A Gazeta Amazônica tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura de Vilhena para ouvir a versão oficial acerca da pauta debatida no encontro do comitê. Porém, até a conclusão desta matéria, não havia obtido retorno. Ainda em tempo, esta página eletrônica deixa espaço para que o Município, caso tenha interesse, se manifeste acerca do assunto.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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