Especial

PORTO VELHO: manifestantes protestam dentro do escritório comercial da Energisa

A sede do escritório comercial da Energisa foi palco de uma manifestação pacífica na manhã desta quinta-feira 03.10, em Porto Velho. O protesto foi organizado por líderes comunitários e teve a participação livre da população, inclusive a de políticos e organizações não-governamentais, que tem feito inúmeras denúncias contra a atuação da empresa.

A concentração começou por volta das 9 horas, em frente ao prédio do relógio e após vários pronunciamentos de lideranças, a multidão entrou no escritório gritando “Fora Energisa”. A ausência na mobilização foi a de vereadores, deputados e senadores, que foram muito criticados.

“O gigante acordou e vamos para luta. (…) os deputados federais, senadores, deputados estaduais e vereadores, têm medo da população. Porque não encaram a população? Porque têm medo da população”, dizia o advogado Breno Mendes, que é uma das lideranças de apoio ao evento.

Já no prédio da Energisa, a mobilização ficou na área de atendimento e pode conferir de perto problemas rotineiros a que são submetidos os usuários. Um desses usuários relatou que passou por maus bocados no último final de semana depois que houve queda de energia no bairro em que mora.

“Deu problema na rede e eu fiquei sem energia até terça-feira pela manhã. Perdi meus gêneros alimentícios, com uma criança especial em casa, por culpa dessa empresa incompetente”, disse a usuária ao relatar que fez ocorrência policial sobre o descaso e que estava na empresa para pedir ressarcimento dos prejuízos.

Durante o ato, o advogado Breno Mendes alertou à população que não negocie dívida com a empresa, não aceite assinar nenhum documento de reconhecimento de dívida com a Energisa.

“Eles estão ilegítimos, irregular, fazendo que você reconheça uma dívida que não é sua. Vá para a briga, vá para o enfrentamento, vá para a Justiça, é assim que tem que ser. Se você não enfrentar, isso vai continuar, procure um advogado de sua confiança”, disse o advogado.

Segundo o advogado Caetano Neto, presidente da Associação de Defesas dos Direitos da Cidadania, a Energisa descumpre preceitos estabelecidos Resolução Normativa 414/2010, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelece as condições gerais de fornecimento de energia elétrica de forma atualizada e consolidada.

“Essa irregularidade vai desde a aferição dos medidores de energia até mesmo no trato com os usuários, que não é nada amistoso, impositivo e feito de forma desrespeitosa. Queremos que essas perícias sejam mais transparentes, feitas na presença do consumidor, através de um laboratório móvel e cumprimento das diretrizes que estabelece critérios como urbanidade, respeito, acessibilidade, igualdade, eficiência, segurança, Ética, cortesia, e, sobretudo, presunção da boa-fé junto aos usuários”, disse Caetano Neto.

Após a saída da Energisa, a mobilização entrou pela  7 de Setembro e foi até a sede da Justiça Federal para cobrar o julgamento da ação popular que pede o cancelamento do reajuste tarifário, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Fonte
oobservador
Etiquetas

Artigos relacionados

Fechar