O dia

“Se tinha dinheiro e o que faltava era gestão, então cadê o dinheiro?” diz servidora em manifestação em frente ao gabinete do prefeito

Eduardo Japonês viajou e só retorna na semana que vem

Os servidores em greve ligados ao Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (Sindsul) realizaram uma manifestação em frente ao gabinete do prefeito Eduardo Japonês (PV) na manhã desta terça-feira, 3. Com faixas e palavras de ordem, os servidores reiteraram o motivo da paralisação, que é o descumprimento da promessa de campanha feita por Japonês de criação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCs) dos trabalhadores municipais.

Pelo microfone aberto aos manifestantes uma servidora relembrou o famigerado slogan adotado pelo prefeito durante campanha. “Ele dizia que o município tinha dinheiro e o que faltava era gestão. Cadê o dinheiro então?” indagou a manifestante.

Outro servidor relembrou que foi cabo eleitoral de Japonês devido a promessa feita aos servidores pelo então candidato. “Eu pedi voto pra ele e hoje confesso que estou envergonhado”, relatou.

Em sua fala, o presidente do sindicato, Wanderlei Ricardo Campos Torres relatou que há diversas denúncias protocoladas pelo sindicato e que serão encaminhadas ao Ministério Público (MP) de irregularidades.

Pressão

Em conversa com diversos servidores que aderiam ao movimento grevista, a Gazeta Amazônica foi informada de que alguns servidores estão recebendo pressão de chefes. Em microfone aberto, algumas servidoras reiteraram a situação e disseram para os colegas não temerem esse tipo de ameaças.

Cadê o prefeito?

Assessores diretamente ligados ao prefeito Eduardo Japonês informaram que ele está em viagem pessoal e terá compromissos oficiais entre os dias 4 e 5 de dezembro. Os assessores de Japonês relataram, ainda, que o prefeito chegou a ligar para o presidente do sindicato pedindo calma em relação à greve.

O posicionamento do executivo municipal é bem frio com relação à greve. O próprio Eduardo chegou a relatar em entrevista à imprensa que não cederia a nenhum tipo de pressão. Assessores do prefeito relataram que a greve é injusta porque os salários dos servidores estão em dia, não há condições – segundo a visão do executivo – insalubres de trabalho e foram feitos alguns reajustes que influenciam os vencimentos dos trabalhadores.

Os servidores em greve não gostaram nada da informação e desmentiram as declarações. A vice-prefeita, Maria José da Farmácia (PSDB) passou pelo paço municipal logo no início da manifestação. Sem conversar com ninguém, ela seguiu de cabeça baixa rumo ao seu gabinete.

A única resposta que deu aos manifestantes foi um aceno antes de entrar em seu gabinete de onde não saiu até o fim da manifestação.

 

 

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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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