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200 comissionados da Semed estão recebendo sem trabalhar enquanto professores perdem gratificação

Secretaria não apresentou, ainda, nenhuma estratégia para pelo menos tentar salvar o ano letivo

O prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV) ainda não apresentou nenhuma medida para amenizar o prejuízo escolar dos alunos da rede municipal de ensino que estão sem aulas desde o dia 17 de março. De lá pra cá, a pasta trocou o comando e a comunicação com os veículos de imprensa se tornou bem complicada. O atual secretário, Wiliam Braga, raramente responde aos questionamentos apresentados pelos jornalistas e enquanto isso o tempo passa.

Existe entre os professores uma grande aflição quanto ao calendário escolar  e a qualidade das aulas que deverão ser repostas, pois não há sequer debate acerca  de como irão cumprir os dias letivos, principalmente quanto ao conteúdo não ministrado aos alunos.

A rede privada de ensino adotou estratégias como a educação à distância, solução também implementada pela rede pública estadual de ensino. A pandemia causada pelo coronavírus não tem data crível para terminar. Diante desta incerteza adicionada à falta de ação por parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed) em apresentar saídas para a solução do problema, o ano letivo  poderá estar seriamente prejudicado.

Cresce a indignação entre a comunidade com o fato de que a Semed possui mais de 200 servidores comissionados (a Gazeta  Amazônica checou este dado no Portal da Transparência em consulta datada do dia 04/05/2020) que não estão efetivamente trabalhando. Os comissionados não tiveram nenhum corte em seus salários, enquanto os professores que são concursados recebem uma bonificação por estarem em sala de aula, deixaram de recebê-la em virtude da suspensão das aulas.

Na tentativa de encontrar algumas medidas que o prefeito Eduardo Japonês vem buscando para pelo menos tentar amenizar o problema, o site contatou alguns assessores do prefeito e ninguém soube o que responder acerca do assunto. Em decreto datado do dia 16 de março de 2020, Japonês suspendeu as aulas da rede municipal de ensino por 15 dias com a possibilidade de prorrogação por igual período.

No mesmo documento, ele dispensou os servidores da pasta pelo mesmo período de suspensão das aulas justificando que “as reposições das aulas serão estabelecidas conforme calendário escolar elaborado pela Semed”, diz trecho do documento assinado por Japonês.

As atividades escolares foram suspensas como uma das medidas de evitar a proliferação da covid-19 no Estado de Rondônia. As aulas no município de Vilhena estão suspensas desde o dia 17 de março. Existia uma previsão para que reiniciasse as aulas na rede estadual a partir do dia 17 de maio, porém por decisão da Justiça Federal expedida no dia 3 de maio, o decreto estadual deixou ao menos até o fechamento desta reportagem de ter aplicação, ou seja, sem data para que haja o reinício das aulas presencias, justificadamente em razão de que não há dados científicos que atestem a segurança necessária para que os alunos possam voltar às suas escolas.

Você pode ver mais sobre o assunto aqui.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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