O dia

Servidor público é acusado de vender moto utilizada pela Semagri; entenda o caso

Homem preso com a motocicleta confirmou ter pagado R$ 2 mil pelo veículo

O nome da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri) foi mais uma vez envolvido em escândalo na noite desta terça-feira, 3. Enquanto o titular da pasta, Jair Dornelas prestava esclarecimentos à câmara de vereadores sobre suas ações frente ao setor municipal, a Polícia Militar através do grupo Patamo prendia um homem identificado como Giliard Antônio de Freitas.

Ele conduzia uma motocicleta marca Honda, modelo Broz, de placas NCP-6316. O veículo é pertencente à Emater, mas está à disposição da Semagri. A polícia estava na cola desta motocicleta porque havia recebido a informação de que ela fora roubada pelo servidor municipal Leonardo Barreto da Silva e vendida.

Giliard contou aos policiais – segundo consta em Boletim de Ocorrência (BO) – que veículo foi comprado de Leonardo por R$ 2 mil, mas que dias depois o próprio servidor teria o procurado na tentativa de desfazer o negócio. Giliard teria proposto que Leonardo pagasse R$ 700 pelo distrato, pois teria vendido a moto a outra pessoa, que também cobrava um valor pelo distrato.

Relatos dos policiais envolvidos na operação dão conta de que Giliard mostrou conversas de WhatsApp onde negocia o distrato com o servidor público municipal, inclusive teria autorizado perícia em seu aparelho celular para constatar sua versão dos fatos.

Motocicletas

A denúncia que chegou aos policiais é de que Leonardo estaria com pelo menos duas motos públicas e anunciando-as à venda por grupos de WhatsApp. A informação, no entanto, não foi confirmada pela polícia durante a última operação.

Em Boletim de Ocorrência, os militares reiteraram que o servidor público envolvido no escândalo se envolveu em pelo menos duas situações coma polícia em que estaria, segundo acusações, utilizando motocicletas públicas pra fins pessoais.

O que diz o secretário

Por telefone, a Gazeta Amazônica conversou com o titular da pasta, Jair Dornelas e ele explicou que não tinha, ainda, conhecimento dos fatos e que não sabia ao certo se era mesmo uma motocicleta do município que Leonardo possivelmente teria vendido.

Jair explicou que chegou a vender uma motocicleta (do próprio secretário) ao servidor público na tentativa de ajuda-lo, pois estava sem carro. A venda ocorreu logo depois que Leonardo foi preso pilotando uma das motocicletas à disposição da Semagri.

Dornelas relatou, ainda, que há procedimentos administrativos instaurados contra Leonardo e assim que fosse oficialmente esclarecido o último episódio, outro procedimento seria instaurado. “Vamos tomar todas as medidas cabíveis, inclusive se for necessário demiti-lo, nós vamos fazer”, garantiu.

Contradição

Em postagem em grupos de WhatsApp, o próprio Leonardo – servidor envolvido na confusão – se defendeu dizendo que o veículo em tela ficou na casa de Giliard porque estava estragado. Gigliard é caminhoneiro e até o fechamento desta matéria, os repórteres da Gazeta Amazônica não encontraram nenhuma ligação dele (Giliard) com o poder público que justificasse o fato de uma moto oficial estar guardada em sua casa.

A motocicleta seria levada à oficina. “Sinto informar que alguns companheiros agem com denúncias infundadas por pressão política”, afirmou Leonardo em publicação.

Leonardo fez críticas à Polícia Militar dizendo que os policiais foram omissos no seu trabalho agindo com, segundo suas palavras, total falta de respeito com a população sem avaliar os fatos.

A contradição, neste caso, está entre a fala do secretário Jair Dornelas e a versão de Leonardo. Jair disse à equipe de reportagem da Gazeta que todas as motocicletas já estavam na oficina e que tão logo fossem liberadas, seriam devolvidas às suas instituições de origem por não ter serventia na Semagri.

Leonardo por sua vez disse em postagem que a motocicleta estava na casa de Giliard e que seria levada à oficina.

 

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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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