DestaqueO dia

Família de rapaz morto em BR relata constrangimento e demora na liberação de corpo

Cadáver só será liberado para funerária nesta sexta

A família do jovem Rodrigo Tavares Rodrigues, 26, que morreu de forma trágica em um acidente na BR-364, perto do Posto Míriam em Vilhena está inconsolável e se sentindo injustiçada relembre AQUI.

Uma parente que conversou com a reportagem revelou que o corpo do jovem está na funerária que o recolheu do local do acidente desde as 15h (o acidente aconteceu por volta das 14h) e só será feita necropsia nesta sexta-feira, 7.

A parente de Rodrigo disse que a indignação da família se deve ao fato de o corpo estar em condições indignas e os profissionais da funerária responsável não podem mexer por questões de ordem legal.

“Nós sabemos que não pode ser feito o procedimento à noite. Mas o corpo está lá desde às 15h. Naquele momento ainda não era à noite. Por que isso?” relatou indignad a parente.

O que diz a lei?

 

Rodrigo Tavares tinha 26 anos

Uma fonte da Gazeta Amazônica explicou que a situação acontece com frequência em Vilhena. Há uma normativa do Conselho Federal de Medicina que proíbe esse tipo de procedimento após as 18h.

“Nem sempre é má vontade dos médicos. Vale o bom senso neste caso, mas eles têm essa normativa para seguir”, relatou a fonte do site.
A situação em tela vem causando diversos problemas à família.

“A pressão da mãe do Rodrigo está 24 por 14, o pai está inconsolável. Temos parentes idosos além de todos estarem abalados por conta da morte dele. Agora temos que lidar com essa situação constrangedora”, desabafou.

A fonte da Gazeta relatou que Vilhena não conta com sala adequada para necropsia, fato que corrobora para que os médicos legistas não realizem o procedimento à noite. “Netas condições a luz do dia ajuda a identificar detalhes que podem contribuir com o laudo”, conta a fonte.

O site não conseguiu contato com o médico legista de plantão, mas deixa espaço aberto para que ele ou o Instituto Médico Legal (IML) se manifeste acerca do assunto.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo