Especial

Mulheres falam dos desafios, conquistas e perspectivas para o futuro

Elas também tiveram desafios, precisaram se virar em busca do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal

Dia 8 é o Dia Internacional da Mulher, data que é celebrada por causa de muitas conquistas ao longo das últimas décadas.

A reportagem da Gazeta Amazônica conversou com quatro  mulheres  para contar suas conquistas pessoais e sociais.

Elas também tiveram desafios, precisaram se virar em busca do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Agora, elas esperam que no futuro continuem se desenvolvendo e ocupando papeis importantes na sociedade.

Fotógrafa Patrícia Farias

 

A fotógrafa Patrícia Farias, 25 anos, conta que os desafios que enfrentou como mulher foi em relação a sua aparência, que para ela, nos últimos anos, a sociedade passou questionar a aparência feminina.

“Ser mulher se tornou um questionamento, por causa do tipo de cabelo, forma de se vestir, terem o corpo tatuado, e, grande parte da sociedade, questiona nossa maneira  de se comportar. Nós mulheres não podemos aceitar isso”, frisou Patrícia.

Farias disse ainda que ser mulher não se baseia apenas em dificuldades, mas também em conquistas. Ela relata que tirou sua habilitação aos 18, concluiu uma graduação acadêmica e viajou por muitos lugares no Brasil durante o período que estudou  na faculdade.

“Eu tenho amigas da escola que não fizeram o que eu fiz porque escolheram outro caminho. É óbvio que elas poderão fazer o que eu fiz se quiserem, mas me sinto feliz por essa trajetória que alcancei até aqui e  acredito que deve ter uma continuidade”, salienta a fotógrafa.

Patrícia ressalta que espera as mulheres no futuro possam alcançar a igualdade, a liberdade e que a diversidade feminina possa ser explorada sem ser questionada.

Bombeira Ive Gitirana

Já a bombeira militar, Ive Gitirana Bertozzi, 30, relata que, quando entrou na carreira militar enfrentou algumas dificuldades. Pelo fato de ser mulher, colegas a tratavam de forma diferente e em algumas vezes não permitiam que ela realizasse alguns procedimentos técnicos e habilidades inerentes à carreira.

“Nós mulheres quando entramos no corpo de bombeiros percebemos que somos tratadas, no começo, com certa diferenciação pelos homens, mas  com o tempo mostramos que nós temos a mesma capacidade de fazer e realizar aquilo que um bombeiro faz em uma ocorrência”, pontua a bombeira.

Para Ive as dificuldades em qualquer profissão vão surgir, mas no final sempre vem as conquistas. “Ter me tornado bombeira já foi uma conquista, um sonho realizado que não foi fácil, mas ainda sendo mulher.  A outra foi ter me tornado mãe, o que também não é fácil, mas ser mãe e bombeira acabou me complementando como mulher e isso me motiva a seguir frente, ser melhor na minha vida profissional e pessoal”, comenta a Gitirana.

A militar enfatiza que no futuro espera que o ambiente militar tenha mais mulheres engajadas colaborando com o fortalecimento das instituições militares.

Enfermeira Ariadne Vargas

Já a enfermeira Ariadne Godoy, 25 anos, conta que as dificuldades como mulher iniciou quando se tornou mãe. “Logo quando entrei na residência de obstetrícia, eu  ainda estava amamentando minha filha. Conciliar trabalho com maternidade, isso para mim  foi um desafio e uma experiência incrível. A partir daí, notei que ser mãe  e pai são funções completamente diferentes”, frisou Ariadne.

Ariadne relata que decidiu se tornar enfermeira após um acidente que sofreu. A partir do episódio se apaixonou pela enfermagem e seguiu os caminhos da obstetrícia, porém quando se graduou como enfermeira iniciou sua carreira como gerente de enfermagem. Logo depois engravidou, alguns meses depois,  passou no concurso para residente de enfermagem de obstetrícia e hoje ela é uma profissional da área. “ Eu posso dizer  que me sinto realizada como mulher  profissional, amo minha profissão, mesmo sabendo que pra nós sempre haverá  obstáculos a serem enfrentados” , complementa.

Ariadne disse ainda que as mulheres conquistaram seu espaço na sociedade em todos os aspectos, mas, ressalta que  não se deve comparar homem com mulher. “Tanto homem como a mulher tem o mesmo papel na vida familiar, social e profissional”, defende.

Médica Thaís Negri Ciríaco

Para a médica Thaís Negri Ciríaco, 30 anos, é desafiador ser mulher dentro de uma sociedade patriarcal, mas acredita que  a mulher cada vez mais tem ganhado ganhando espaço. “Antigamente a gente só via médicos homens, hoje  existem médicas  que lotam o corredor de um hospital ou uma  sala de cirurgia, mas acredito também que houve uma flexibilização dos homens em dar voz a mulher  de forma geral”, salienta.

De família pobre e sempre estudando em escola pública, a médica comenta que seus pais sempre lhe apoiaram  para tornar seu sonho realidade. “Eu acredito que sirvo de inspiração para muitas mulheres rondonienses, que são  pobres e que querem alcançar profissionalmente uma vida  com conquistas. Hoje, graças a Deus, nesses meus cinco anos como médica,  conquistei muita coisa e  isso se deve muito aos meus pais”, reconhece.

Ciríaco finaliza que no futuro espera que tanto homens quanto mulheres possam alcançar seu espaço na sociedade e sempre estar unidos para o bem da humanidade.

Fonte
Petter Vargas

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