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Em meio à pandemia, residentes da saúde de Vilhena denunciam salários atrasados, falta de EPI e paralisação a partir desta segunda

Município tem seis casos confirmados de coronavírus e 18 casos considerados suspeitos

Um grupo de profissionais residentes do município de Vilhena anunciou paralisação de suas atividades a partir da segunda-feira, 11. A justificativa para a interrupção dos serviços é o atraso de dois meses nos pagamentos das bolsas-salários de pós-graduação, além, segundo eles, da falta de informações coerentes e precisas dos valores referentes às bolsas de residência em área profissional da saúde. De acordo com os profissionais, os salários dos meses de março e abril ainda não foram pagos.

Outra denúncia feita pelos servidores se mostra ainda mais grave. De acordo com o grupo de residentes, os profissionais estão recebendo apenas duas máscaras por plantão de dez horas, quando o recomendado pelas organizações de saúde é a substituição a cada duas horas, ou a cada atendimento dependendo do tipo de procedimento.

Os profissionais prejudicados são das categorias Multiprofissional, Reabilitação, Saúde da família, Saúde mental, Intensivismo, Urgência e trauma, Obstetrícia.

Um dos profissionais ouvidos pela Gazeta Amazônica explicou que o programa do qual faz parte é do Governo Federal, logo o atraso no pagamento das bolsas-salários é de responsabilidade do Governo Federal. A disponibilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), entretanto, é de responsabilidade da prefeitura que é a beneficiada pelos serviços prestados por estes profissionais.

O site conversou com o subtenente Suchi (Podemos) acerca do assunto e ele se mostrou revoltado com a situação. O vereador disse que vai entrar em contato com o executivo para cobrar agilidade no pagamento dos salários atrasados e exigir que isso não aconteça mais. “Pagamento de salário é obrigação! São residentes que estão à disposição do município, que tem a obrigação de garantir a segurança dos profissionais que trabalham para a comunidade. Isso é um absurdo”, disse o vereador.

A Gazeta Amazônica deixa espaço à Secretaria Municipal de Saúde (Semus) para comentar a situação, caso tenha interesse.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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