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Foragido depois de ser condenado por participação em chacina é preso pela PM

“Perna de aço” é um dos quatro acusados de matar cinco durante emboscada na zona rural de Vilhena

A Polícia Militar (PM) do distrito de Nova Estrela, região pertencente ao município de Rolim de Moura (zona da mata do estado de Rondônia) em parceria com o efetivos militares dos municípios de São Felipe do Oeste e Parecis prenderam nesta segunda-feira, 6, Eber Maciel da Costa, conhecido como “Perna de aço”.

Ele foi condenado pela justiça por participação na chacina da farinheira, que aconteceu na Fazenda Vilhena, cerca de 70 quilômetros de distância do perímetro urbano do município de Vilhena. Eber, de acordo com a imprensa da região onde ele acabou preso, estava em uma propriedade rural localizada no Travessão 208 e durante o bote, os policiais encontraram com ele uma espingarda calibre 36.

A chacina ficou marcada como um dos episódios mais violentos da região nos últimos anos, pois teve um saldo de cinco mortos, dos quais três foram carbonizados. A casa da propriedade rural palco do crime também foi incinerada pelos matadores.

Relembre o caso

Casa onde o crime aconteceu foi consumida pelo fogo com três corpos – foto: Folha de Vilhena

O crime aconteceu na noite de um sábado, dia 17 de outubro de 2015. No imóvel estavam
Daniel Aciari, João Pereira Sobrinho, João Fernandes da Silva, Dagner Lemes Castanho, José Bezerra dos Santos, Arivaldo Bezerra dos Santos e Ariovaldo Nunes da Silva. O grupo conversava quando foi surpreendido por homens armados. Duas vítimas conseguiram escapar porque fugiram pela mata.

Quatro pessoas acabaram condenadas por participação no ataque: além de Eber, Marlos de Souza Cândido também foi condenado a 20 anos de prisão; Enilton Procópio foi condenado a 21 anos de prisão e Ilário Daneli, conhecido como “Índio Branco” nunca foi encontrado pela polícia.

Causa do crime

É época dos fatos os investigadores da Polícia Civil em Vilhena descobriram que meses antes o idoso que era caseiro do imóvel onde o crime aconteceu denunciou um esquema de invasão de terras na região. Ele, inclusive, chegou a sair do local onde trabalhava temendo retaliação dos grileiros, que foram retirados das áreas por determinação judicial.

O dia do ataque foi justamente quando ele retornou à propriedade por se sentir seguro.

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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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