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Prefeitura de Vilhena deve promover mais cortes de gastos com pessoal

Numa ação tomada sem o menor aviso prévio o prefeito de Vilhena, Eduardo Tsuru (PV), tornou o final de ano amargo para dezenas de servidores municipais. Em decreto expedido na sexta-feira passada ele cortou as funções gratificadas da maioria dos funcionários que estavam nos cargos, com excessão apenas de diretores de escola, retirou os cargos comissionados de muita gente e ainda reduziu até pela metade o salário dos chamados “portariados”. E a coisa não acabou ainda: de acordo com assessores do “Japonês” haverá mais cortes.

Tudo foi feito em nome da “redução de gastos normal em administrações passadas”, de acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura. Mas nos bastidores do paço municipal as pessoas comentam que uma ação de tal magnitude é rara. Muita gente está reclamando da atitude, feita de forma generalizada, sem aviso prévio, pegando todos de surpresa. Para piorar, a medida foi tomada às vésperas de uma viagem do prefeito para a capital federal, largando a “bomba” nas mãos de seus assessores.

Após o corte radical, já houve alguns renomeações, caso dos chefes das Unidades Básicas de Saúde e outros servidores que assinam documentos oficiais do Município. Mas aparentemente a coisa vai ficar por aí mesmo, sem revisão das dispensas. Há informações seguras que o prefeito ainda promoverá mais cortes entre seus nomeados, o que anda deixando muitos “portariados” apreensivos.

A medida aconteceu logo após o Tribunal de Contas ter anunciado que as despesas com pagamento de pessoal da administração de Vilhena estavam acima do limite, e poderiam provocar a reprovação das contas de Eduardo. Por enquanto ainda não foi fechado relatório detalhando quantos servidores do Município foram alcançados pela “navalha” do Japonês, assim como não se sabe por enquanto qual é o montante de recursos que a administração deixará de gastar após a medida.

Assim, a única coisa que se pode afirmar é que o Natal do funcionalismo municipal será mais modesto, algo que vai ter reflexo no comércio local e em outros setores, gerando um efeito cascata prejudicial à economia local.

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