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Após denúncia da Gazeta, Japonês decide agir e pede ajuda para cobrar salários atrasados de residentes

Prefeito se irritou ao ser cobrado em grupo de WhatsApp

Após o site Gazeta Amazônica trazer à tona o drama dos residentes de pós-graduação que prestam serviços ao município de Vilhena e que estão há dois meses sem salários e recebendo apenas duas máscaras para plantões de 10 horas, quando o recomendado é uma máscara a cada duas horas, ou a troca da máscara dependendo do atendimento, o prefeito Eduardo Japonês (PV) e seu secretário de saúde, Afonso Emerick decidiram acionar a deputada federal Jaqueline Cassol (PP) para iniciar a cobrança sobre o Ministério da Saúde para acelerar o pagamento dos meses em atraso.

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Em nota enviada à imprensa, o prefeito lamentou o atraso e disse que “todo o país passa por momento delicado e agora precisamos unir esforços para garantirmos que a saúde se fortaleça”. Os mais de 70 residentes estão organizando a paralização dos serviços caso os pagamentos de salários não sejam regularizados.

Irritado com cobrança, prefeito bate boca em grupo de WhatsApp

A situação constrangedora pela qual os profissionais residentes do município de Vilhena estão passando em decorrência dos atrasos salariais fez com que o prefeito Eduardo Japonês (PV) perdessse o decoro em um grupo de autoridades públicas do município através do aplicativo de relacionamentos WhatsApp.

Durante discussão, o prefeito ficou irritado ao ser questionado por um advogado acerca da situação – embora não seja de obrigatoriedade direta da prefeitura, o próprio prefeito poderia ter resolvido caso tivesse interesse – e saiu do grupo.

Mais de 70 residentes estão sem receber há dois meses e prefeitura não havia se posicionado até publicação de matéria da Gazeta Amazônica. Data de ofício assinado pelo secretário de saúde comprova falta de interesse da prefeitura em resolver o assunto antes de a matéria ser publicada

O contribuinte que cobrou ação do prefeito comprovou com links a ineficiência de Eduardo Japonês. O homem que discutiu com Japonês no grupo mostrou que em municípios onde o problema também aconteceu, alguns prefeitos se anteciparam e pressionaram o Ministério Público para acelerar o pagamento.

Prefeitura só agiu depois que foi exposta publicamente

Lendo os ofícios que o município anexou em nota à imprensa para comprovar que já solicitou o pagamento dos salários em atraso, fica claro que a prefeitura de Vilhena e a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) só agiram após serem expostos publicamente. A matéria da Gazeta Amazônica denunciando o descaso com os residentes foi publicada no dia 6 de maio, e o ofício assinado pelo secretário Afonso Emerick é datado do dia 7 de maio, um dia depois que o material ganhou notoriedade e o prefeito foi cobrado publicamente em grupos de aplicativos.

A deputada Jaqueline Cassol realmente protocolou pedido no Ministério da Saúde solicitando o pagamento dos salários atrasados. A data da emissão do ofício é desta sexta-feira, 8. A paralisação dos serviços dos profissionais residentes está prevista para começar nesta segunda-feira, 11.

cobrança de pagamento I
Cobrança de pagamento II

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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