O dia

Decepcionado com dirigentes regionais do PSL, Jaime Bagattoli se desliga da legenda revelando que perseguição contra ele acontece desde o ano passado

Empresário disse que vai buscar espaço em outro partido

Com um processo de expulsão da legenda em andamento, o empresário vilhenense e ex-candidato ao Senado Federal nas eleições de 2018 se antecipou e decidiu pedir desfiliação da sigla na semana passada, em carta encaminhada ao Diretório Municipal de Vilhena.

No documento Jaime Bagattoli faz um histórico de sua passagem pela legenda desde o ano passado, e relata que os problemas de relacionamento com dirigentes regionais, em particular o atual governador Marcos Rocha, ocorrem há muito tempo, dando a entender que sua recusa em prestar apoio financeiro na pré-campanha passada pode ser a origem das divergências.

No documento ele também estabelece argumentos que o colocam na condição de injustiçado pela direção estadual, apesar de ter sido elemento de destaque na campanha eleitoral que resultou na vitória do atual governador e de outros candidatos.

A documentação anexa ao pedido de desfiliação (leia na íntegra logo abaixo da matéria) revela que pelo menos desde maio de 2018 Marcos Rocha, presidente estadual do PSL, queria Jaime fora do partido. Um ofício neste sentido encaminhado pelo agora governador já continha tal teor, situação que Bagattoli reverteu em âmbito nacional, de acordo com sua assessoria.

Convicto que tinha como missão buscar a eleição do presidente Bolsonaro, assim como tentar se eleger, Jaime deu continuidade ao projeto, inclusive deixando de lado as desavenças e apoiando Marcos Rocha como candidato ao governo, considerando-se indiretamente responsável por expressiva votação que este obteve em Vilhena e região Sul. Além disso, o empresário foi um dos pilares financeiros da campanha do partido em Rondônia, como atesta sua carta.

No entanto, após as eleições o clima de animosidade demonstrado pelo governador teve prosseguimento, apesar das tentativas de conciliação e da contrariedade diante da situação manifestada por expoentes da legenda, caso do deputado federal Coronel Chrisóstomo.

Nada disso cessou a campanha de perseguição interna contra o vilhenense, inclusive através de manifestações na imprensa por parte de dirigentes locais, que há semanas vêm anunciando que não haveria espaço para Jaime na composição das candidaturas às eleições municipais de 2020. A situação culminou com a tentativa de expulsão, considerada “injustificada” por parte do empresário, a quem não restou alternativa senão pedir o desligamento.

Com a “certeza de que um dia outros correligionários irão reconhecer a importância que tive para o PSL de Rondônia”, o empresário encerra a carta desejando sucesso ao presidente Bolsonaro e ao próprio governador, garantindo que não vai desistir de participar de forma ativa na vida pública e que irá buscar acomodação num partido que o aceite e com quem suas ideias sejam comuns, visando o melhor para o Brasil, para Rondônia e para Vilhena.

Diante da expressiva votação que recebeu no ano passado isso não deverá ser um grande desafio, e ele já vem sendo procurado por vários partidos para participar da sucessão municipal.

Leia abaixo a íntegra da carta de desfiliação e documentos anexados por Bagattoli para embasar sua argumentação:

Jaime

 

 

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Da Assessoria
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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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