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“A coisa tá feia pro meu lado”: trecho de áudio atribuído a taxista morto por coronavírus relata dificuldade em se realizar exames em Rondônia

“Leão” como era conhecido é a segunda pessoa morta pela doença no estado

Um áudio cuja voz é atribuída ao taxista Aparecido Rodrigues Lopes, conhecido como “Leão”, de 65 anos de idade e que morreu por covid-19 em Rondônia chegou à redação da Gazeta Amazônica. O material encaminhado pela fonte do site estava circulando pelos grupos de WhatsApp de todo estado de Rondônia desde a quarta-feira, 8, data em que seu corpo foi encontrado na residência onde morava em Porto Velho.

Você pode ler mais sobre o assunto aqui.

De acordo com áudio, ele pede a alguém ajuda para encontrar um local onde possa fazer um raio-x dos pulmões. Segundo o áudio, o aparelho público não estava funcionando. No relato atribuído ao taxista, é possível ouvir com clareza que ele sabia que era um dos casos considerados suspeitos da doença e é enfático: “Eu vou ter que ficar 14 dias em casa. Não é pra eu sair pra lugar nenhum”, diz em um trecho do material.

No fim do áudio, o relato do homem diz que seus pulmões estão mandando apenas 82% do ar para o sangue, quando deveria mandar 93%. “A coisa tá feia pro meu lado”, arrematou.

Ouça o áudio abaixo

 

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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