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30 profissionais de saúde em Vilhena contraíram coronavírus e precisaram ser afastados

Profissionais são da atenção básica do município

Um servidor da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) do município de Vilhena confirmou na noite desta terça-feira, 9, que 30 profissionais da saúde da atenção básica do município já estão afastados das funções por terem contraído coronavírus.

Outro funcionário que também confirmou a informação relatou, ainda, que este número pode aumentar por conta do contato entre profissionais antes de descobrirem a doença, que é altamente contagiosa.

Um dos profissionais que conversou com o site foi enfático ao dizer que representantes da saúde municipal estão tentando convencer o comitê gestor de combate ao coronavírus no município a decretar o lockdown o quanto antes e principalmente antes de preencher 80% dos leitos de UTI.

O servidor explica o motivo: “Foram feitos 1.5 mil testes rápidos em Vilhena, dos quais 6% das pessoas testaram positivo para o coronavírus. Jogando baixo, tendo como base a amostragem oriunda dos testes, temos pelo menos 3 mil casos positivos em Vilhena”, alerta.

A equipe de reportagem da Gazeta Amazônica confirmou, ainda, que os leitos destinados a pacientes com covid-19 estão sendo preenchidos rapidamente. Um membro da Semus disse ao site que a prefeitura está trabalhando a toque de caixa para abrir a Casa da Gestante (que fica ao lado da UTI neonatal, onde os pacientes com a doença estão sendo atendidos) para criar mais leitos de atendimento, uma vez que o Centro de Parto Normal (outra obra que faz parte do complexo da UTI neonatal) está praticamente ocupado.

Hospital Regional tem baixo índice de infectados

UTI neonatal de Vilhena é o centro de atendimento à covid-19 no município; prédios vizinhos também estão sendo utilizados – foto: Arquivo

Uma das fontes do site explicou que o índice de profissionais de saúde infectados no Hospital Regional de Vilhena ainda é baixo. “Embora as coisas estejam tensas por lá  por conta de toda essa presssão, estão fiscalizando e cobrando uso de máscaras. Em alguns setores da unidade a gente é obrigado a utilizar apenas máscaras tradicionais; em outros, máscaras N-95 e nos setores mais críticos, além da N-95  é obrigatório uso de face shield (máscaras protetoras). Acredito que o rigor das cobranças têm surtido efeito”, disse outra fonte ouvida pela Gazeta Amazônica.

Campanha do amor

Um dos profissionais de saúde ouvidos pelo site fez uma observação interessante acerca de toda a questão. Ao dizer que as pessoas precisam se conscientizar e entender que o assunto é muito sério e grave, ele diz o seguinte: “Precisamos fazer a prevenção com base no amor. Amor próprio e amor ao próximo. Só assim vamos conseguir nos cuidar de verdade”, disse.

 

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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