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Depois de dois meses sem receber, residentes da saúde em Vilhena paralisam atividades

Ausência dos profissionais já é sentida na rede municipal de saúde

Os profissionais residentes de pós-graduação que prestam serviços ao município de Vilhena através de bolsa do Governo Federal iniciaram na manhã desta segunda-feira, 11, paralisação dos serviços. O grupo está há dois meses sem receber e de acordo com os profissionais prejudicados pelo atraso, só irão retornar suas atividades depois que o problema for resolvido.

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A ausência destes profissionais na rede pública de saúde já está sendo sentida. Nesta manhã a Gazeta Amazônica recebeu áudio de um paciente que precisou recorrer a ajuda de vereadores para conseguir agendar sessões de fisioterapia.

Ele chegou ao Centro Especializado em Reabilitação (CER) na manhã desta segunda e foi informado de que não seria atendido porque a fisioterapeuta que atua no local é um dos vários profissionais atingidos pela falta de pagamento.

Os profissionais prejudicados são das categorias Multiprofissional, Reabilitação, Saúde da família, Saúde mental, Intensivismo, Urgência e trauma, Obstetrícia.

Após o caso vir a público em denúncia pela Gazeta Amazônica, depois de dois meses em que o problema se arrasta, o prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV) decidiu agir em relação ao assunto e agendou uma reunião (a qual aconteceu na última sexta-feira,8) com os residentes.

No encontro, o prefeito disse que entrou em contato com a deputada federal Jaqueline Cassol (PP) e que naquela mesma sexta, a parlamentar enviou ofício ao Ministério da Saúde relatando o problema e solicitando agilidade no pagamento.

Os salários destes profissionais são de responsabilidade do Governo Federal, uma vez que o programa no qual estão inseridos pertence à União. Cabe ao município, principal beneficiado com o projeto, fornecer a demanda e os equipamentos necessários para o trabalho dos profissionais.

A prefeitura de Vilhena vem se esquivando da responsabilidade alegando que o atraso é de responsabilidade do Governo Federal, contudo, se houvesse interesse em resolver o problema, o município poderia intervir fazendo uma gestão política (assim como fez acionando a deputada federal Jaqueline Cassol após o problema ganhar as manchetes de jornais) para resolver o atraso nos pagamentos.

Prefeituras país afora tiveram complicações semelhantes. Em alguns casos, as prefeituras agiram rapidamente e conseguiram evitar constrangimento maior aos profissionais de saúde.

Escassez de EPI

Outra reclamação feita por parte dos profissionais de saúde atingidos pelos atrasos de salários é a escassez de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) mais precisamente máscaras. De acordo com eles, são fornecidas duas máscaras para os profissionais que fazem plantões de 10 horas, quando as autoridades de saúde recomendam a troca do equipamento a cada duas horas, ou a cada procedimento dependendo da sua necessidade.

 

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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