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PCCS dos servidores é perfeitamente possível; dinheiro tem, só falta vontade do prefeito

Previsão orçamentária para 2020, segundo executivo é de R$ 288 milhões, aumento necessário para implantação do benefício

A equipe de reportagem da Gazeta Amazônica recebeu informações de assessores ligados ao prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV) de que a previsão orçamentária de arrecadação municipal para 2020 pode garantir a criação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) sem muito esforço financeiro para a administração municipal.

Isso porque o valor previsto para arrecadação no ano que vem é de R$ 288 milhões de reais, mais de R$ 28 milhões (o PCCS, segundo a própria prefeitura, custará aos cofres municipais R$ 30 milhões ao ano) em relação a 2019, cuja arrecadação, segundo Japonês, foi de R$ 260 milhões, sem contar os excessos de arrecadação.

Nesta semana, depois de se reunir com o Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (SINSDSUL) o prefeito garantiu que irá conceder o benefício aos servidores em fevereiro do ano que vem. Japonês vem conseguindo “enrolar” os servidores municipais (a respeito o assunto) desde sua campanha eleitoral, quando prometera diversas vezes a criação do PCCS tão logo assumisse a prefeitura, caso eleito.

Documento mostra valores de previsão orçamentária para ano que vem – foto: Gazeta Amazônica

O próprio chefe do executivo municipal chegou a descartar a ideia de conceder o benefício, alegando falta de recurso financeiro, fato que desencadeou a greve. Depois de uma semana de manifestação, e de uma passeata pelas principais avenidas do Centro da cidade com um caixão simbolizando a morte da palavra do prefeito, os servidores conseguiram chamar a atenção de Japonês que voltou atrás e decidiu consolidar o programa.

Assessores ligados ao prefeito relataram à reportagem da Gazeta Amazônica que o prefeito vai propor a consolidação do plano em três etapas, sendo que a primeira começa apenas em 2021. A proposta, entretanto, deverá ser debatida entre a comissão que está analisando a instalação do projeto.

 

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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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