O dia

Líder criminosa de Vilhena confirma ser mandante de assassinato

Conhecida como “Neurótica”, a mandante do crime julgou e condenou a vítima à morte

A divisão de homicídios da Delegacia de Polícia Civil de Vilhena confirmou na manhã desta segunda-feira, 12, que encontra-se presa a mandante do assassinato do peão de fazenda Rogério da Silva Romero, que foi executado a tiros no dia 26 de maio deste ano, no bairro Cristo Rei. A mulher chama-se Stefhani de Melo Neves, conhecida no mundo do crime como “Neurótica”.

Segundo informação da polícia, ela foi a mandante do crime porque Rogério invadiu a casa da mãe de Neurótica – onde funciona uma boca de fumo – para recuperar sua bicicleta. Ainda segundo relatos da própria mulher, ele teria lhe acusado de ser autora do roubo. Após entrar no imóvel e pegar a bicicleta, Rogério teria ficado na esquina gritando e provocando desdobramento da confusão.

Há relatos de que ele teria ingerido bebida alcoólica antes do fato em si. Neurótica confirmou em depoimento que ligou para alguém – cuja identidade ela se negou revelar – e minutos depois dois homens chegaram ao local e executaram a vítima.

À época dos fatos, a perícia apontou que Rogério fora assassinado com tiros de pistola 9mm e na região do crime haviam pelo menos oito cápsulas deflagradas.

FACÇÃO

Neurótica, segundo as investigações, ocupa cargo de respeito em uma facção criminosa e é considera líder da ala feminina deste grupo. A polícia descobriu, ainda, que ela é responsável por participar do tráfico de drogas na cidade, além de participar de diversos roubos a mulheres, levando motocicletas, dentre outras coisas.

Ela já estava sendo monitorada pela polícia por ser apontada como articuladora de diversas ações criminosas. Sua prisão aconteceu no final da semana passada e ela será indiciada por homicídio qualificado.

PODER PARALELO

Um dos inúmeros fatos que corroboraram para a prisão de Stefhani Neurótica foi a forma como aconteceu o assassinato. De acordo com a investigação, ela, irritada por ser acusada de roubo, ao invés de chamar a polícia – quem deveria resolver esse tipo de conflito – convocou seus parceiros do crime pra resolver o problema. Ela julgou e condenou à morte a vítima.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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