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Agrônomo explica alta do feijão e expectativa de quando os preços devem normalizar

As donas de casa tem sentido a alta dos preços no mercado do feijão, item básico e comum na mesa dos brasileiros reconhecido pelo seu valor protéico. Situação essa que ao que parece deve se manter instável nos próximos meses, é o que aponta o engenheiro agrônomo, analista ambiental da SEDAM, Jhonatas Renato Alves Pires, que é pós-graduado em georreferenciamento.

O preço praticamente dobrou nas prateleiras dos supermercados. De acordo com o engenheiro agrônomo Jhonatas Renato Alves Pires, a causa do aumento do preço do feijão é à suscetibilidade da cultura as condições climáticas que afetaram a produção dos maiores estados produtores que estimam produção abaixo do esperado para o período, onde a procura tem sido grande e a oferta prejudicada.

O agrônomo ressalta que a queda na produção se deu nos estados do Paraná e Minas Gerais, que são os maiores produtores do país e geralmente são os estados produtores que norteiam os preços, Mato Grosso e Goiás também tem se destacado nos últimos anos na produção de feijão.

Jhonatas Renato explica que a safra de verão que tem o plantio realizado geralmente no início do período chuvoso, que ocorre nos meses de outubro e novembro com colheita entre janeiro e fevereiro não foi satisfatória como esperado.

“Fator relevante que também influência na alta dos preços é que o feijão não é um produto fácil de comprar nos países vizinhos do MERCOSUL, sendo necessária sua compra em regiões mais distantes, com aumento nos custos o que consequentemente, agrega mais valor ao produto”, afirma o agrônomo.

Jhonatas Renato salienta que a expectativa para redução nos preços do feijão no Brasil, é sabido que em alguns estados se colhe duas safras anuais, em alguns casos até três. Assim, a alta dos preços deve estender por um período de cerca de três meses que é o tempo de plantar e colher nova safra. A expectativa é que estabilize a oscilação de preços entre julho e outubro, considerando que haja uma colheita satisfatória na próxima safra.

“Cabe então as donas de casa buscar uma moderação no consumo, buscando fontes alternativas, podendo dentre outras, verificar os preços do feijão preto, que geralmente não agregam tanto valor como os demais”, aconselha o agrônomo.

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