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Serviço de psicologia do Hospital Regional busca parceria para desenvolvimento de projeto de visitas virtuais para pacientes com covid-19

Profissionais solicitaram a compra de tablets para que o trabalho possa ser executado

Psicólogos do município de Vilhena, lotados no Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira estão trabalhando para colocar em prática o projeto de visitas virtuais aos pacientes internados com covid-19. Basicamente, a ideia é conseguir alguns tablets e internet para que os pacientes possam ter contato com suas famílias durante o período de internação – e consequente afastamento das interações sociais.

De acordo com a psicóloga Diene Nepomuceno, o serviço de psicologia da unidade de saúde está tentando tirar o projeto do campo das ideias desde o início da pandemia.

Ela explica que o principal propósito é amenizar os impactos do isolamento nas unidades de saúde. A psicóloga relata que pacientes em tratamento contra a covid-19 ficam em isolamento e não podem receber visitas, fato que prejudica seu lado psicológico. “Mesmo em casa estar em isolamento já é muito difícil, imagina alguém sem contato com o mundo externo dentro de um hospital. É muito mais complicado para este paciente”, observa.

A psicóloga relata, ainda, que além do contato com a família, os equipamentos serão utilizados, também, para atendimento psicológico, uma vez que o contato com pacientes de covid-19 são delicados. “Estamos trabalhando para traçar estratégias de modo que possamos garantir a humanização desse processo de combate ao coronavírus e também que este paciente possa lutar por sua saúde sem estar isolado do mundo externo”, arrematou a psicóloga.

O projeto tem ganhado adesão na câmara de vereadores e foi apresentado oficialmente no legislativo pela vereadora Vera da Farmácia (PP), que defendeu publicamente a proposta nesta terça-feira, 12, durante sessão ordinária da casa de leis.

Em conversa com a equipe de reportagem, a vereadora reiterou sua defesa pelo projeto dos psicólogos do município e defendeu a consolidação da proposta. “Estamos tratando de uma questão humanitária. Este projeto vai garantir a aproximação das famílias em um momento muito difícil. É uma ótima estratégia para zelar das vidas e garantir a segurança das pessoas”,  defendeu.

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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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