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Depois de fazer pouco caso de prédio público, secretária confirma utilização a jato para 2019

Professor reconheceu que Semed levou quatro meses pra começar a agir sobre depredação do espaço

Depois de uma enxurrada de críticas, o prefeito Eduardo Japonês (PV) teve pressa em tirar o pé do chão e dar continuidade à reforma e conclusão do prédio que será sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que está sendo construído na Avenida 34, bem próximo à Avenida Paraná. A assessoria do prefeito, depois de ser desmentida publicamente acerca do abandono da construção enviou nota à imprensa relatando que o trabalho no local está a todo vapor.

As críticas foram tão eficientes que a titular da Semed, Vivan Repsold esteve no local para acompanhar o andamento das atividades. Ela anunciou, inclusive, que o local deverá estar em funcionamento ainda em 2019, numa conclusão antes a passos de lesma, agora a jato. A vontade repentina da pasta em se movimentar a fim de estancar as críticas recebidas, entretanto, causa contradição da própria secretária.

Isso porque no mês de agosto, Vivian Repsold em entrevista ao site Gazeta Amazônica (relembre AQUI) disse que a Semed tinha pouco interesse no prédio e que estava “negociando” o espaço com a Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), sob a justificativa de que, dentre outras coisas, o local era distante do paço municipal. A secretária informou que a Semplan deveria pagar pelo menos R$ 500 mil pelo prédio.

“É preocupação nossa utilizar o prédio e já estávamos agindo antes das críticas recentes começarem. Sairmos do aluguel vai representar economia, certamente, mas para o prédio se tornar utilizável ainda é necessário centenas de milhares de reais de investimento e meses de obras”, disse a secretária Vivian durante sua última visita ao local, que aconteceu no final da semana passada.

Porém, à Gazeta Amazônica, a declaração da secretária sobre a mesma situação foi completamente oposta: “É bem melhor continuar onde estamos. No espaço novo não há refrigeradores para estocagem de alimentos, não há garagem para os veículos, sem contar a distância”, disse a secretária à época concluindo que o prédio onde deveria funcionar a Semed poderia se transformar numa escola municipal para atender a região, menos o prédio-base da pasta que comanda, da forma como vem defendendo há menos de uma semana.

Lerdeza

Causa estranheza, ainda, a fala apresentada pelo professor William Braga acerca do descaso com o espaço nunca utilizado pelo poder público municipal. Através da assessoria da prefeitura, o educador relatou que a Semed fora informada dos ataques de vândalos desde agosto e levou quatro meses para começar a agir.

É de ficar pasmo, ainda sobre a declaração do professor William, que a pasta precisou de quatro meses para estudar o traçado de um muro, conseguir compor um grupo de vigias para o local e garantir a proteção dos cabos de energia. “Agora que começamos a fazer algo não é justo dizer que o local está esquecido”, teve a coragem de declarar o professor.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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