Política

Ex-vice-prefeito preso pela PF em Vilhena tem parente comissionado na administração de Japonês

Jacier foi preso na operação "Tropa de Choque", deflagrada em 2016

O prefeito de Vilhena Eduardo Japonês (PV) que é um dos nomes considerados certos no pleito das eleições municipais está se articulando politicamente na tentativa de consolidar um grupo grande para conquistar a reeleição.

Bem diferente do que pregou em suas últimas campanhas (Japonês garantia ser o representante de uma política nova, sem vícios e com muitos projetos) o prefeito tem batido recordes de contratações de comissionados, de ações politiqueiras e com apenas um projeto próprio: a faraônica reformulação de Vilhena sob a coordenação do renomado arquiteto Jaime Lerner.

Mesmo garantindo diversas vezes que iria gerir o município de Vilhena com, no máximo, 200 comissionados, não foi isso que o prefeito fez. Com mais de 600 cabos eleitorais trabalhando pra ele em cargos comissionados, o prefeito de Vilhena destinou a alguns postos desta natureza para indicações políticas de terceiros, a fim de garantir apoio político para estas eleições.

Eduardo Japonês vem dando espaço, por exemplo, ao ex-vice-prefeito de Vilhena, Jacier Dias, que emplacou uma filha em cargo comissionado na prefeitura. Jacier, que é aliado antigo de Japonês (o ex-vice-prefeito indicou ao cargo de vice na chapa de Japonês, a ex-vereadora Marta Moreira) foi preso em 2016 pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de lavagem de dinheiro e corrupção.

A contratação da filha de Jacier para cargo comissionado aconteceu em abril deste ano e fontes da própria prefeitura de Vilhena confirmaram a contratação, que se encontra no Portal da Transparência do município.

Advogados ouvidos pela Gazeta Amazônica explicaram que aparentemente não há irregularidades na contratação da filha do ex-vice-prefeito. “A discussão permeia-se apenas no âmbito político… Não vejo, portanto, nenhuma irregularidade na contratação da pessoa em tela”, disse o causídico.

Em 2016, Jacier foi candidato a vereador na chapa de Eduardo Japonês. À época, o então candidato gozava de muita credibilidade como articulador político, pois havia sido peça fundamental em diversas composições – inclusive quando indicou Marta Moreira à vaga de vice de Japonês. Na ocasião, liderando o Partido Social Cristão (PSC), o ex-vice-prefeito estava em duas candidaturas vitoriosas do então prefeito Zé Rover (PP) e  emplacado diversos vereadores.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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