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Servidor público que confessou matar ex a facadas é preso pela polícia

Polícia acredita que Rafael estava tentando chegar à Espanha

O servidor público Rafael Fernandes, que confessou ter matado a ex-namorada, a modelo e miss Manicoré, Kimberly Mota, 22 anos, foi preso durante uma operação conjunta das polícias Civil do Amazonas e Roraima.

A prisão de Rafael aconteceu na sexta-feira, 16. Ele foi recambiado para Manaus no sábado, 17 e interrogado no domingo, 18. Sua prisão é o início do desfecho de uma história trágica. O corpo da modelo foi encontrado no apartamento de Rafael e ele acabou preso em um barraco numa área de mata do município de Pacaraíma, fronteira de Roraima com a Venezuela. Sites de Manaus chegaram a afirmar que os planos de Rafael era fugir para a Espanha.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) explicou que a vítima foi morta a golpes de faca no pescoço e abdome. Seu corpo foi encontrado na terça-feira, 12, no apartamento de Rafael. Preso, o assassino confesso relatou que Kimberly teria se levantado da cama para ir ao banheiro e ele pegou o celular da garota para saber com quem ela estava se comunicando.

Rafael teria dito que encontrou troca de mensagens de Kimberly com outros homens e isso teria lhe irritado. Ele levantou-se também, foi à cozinha, pegou uma faca e voltou para o quarto. Quando a garota deitou-se novamente, ele desferiu o primeiro golpe que a fez desfalecer. Rafael teria dito, ainda, que tentou levar o cadáver da ex ao banheiro para lavá-lo, pois os ferimentos provocaram intenso sangramento.

Ele desistiu da ideia, arrastou o corpo até a sala e ao quarto novamente. Rafael disse aos policiais que ligou para seu pai, em São Paulo, relatou o que aconteceu e foi aconselhado pelo pai a se entregar. Rafael não aceitou o conselho, deixou o apartamento onde morava e fugiu.

Ainda aos policiais ele disse que ficou atordoado com a situação, dirigiu um tempo sem rumo e acabou decidindo fugir para Roraima. Ele contou que no meio do caminho jogou o celular da ex-namorada em uma região de mata.

Campanha de covid-19 entrega paradeiro de Rafael

Casal havia se conhecido há dois meses em uma casa noturna – foto: Álbum pessoal

O carro de Rafael foi flagrado por câmeras de segurança do posto fiscal nas divisas entre Amazonas e Roraima. Depois disso, ele passou por uma barreira sanitária – já em Roraima – que atua no combate ao coronavírus. Seu carro foi encontrado todo destruído pelos policiais um tempo depois, apontando um possível acidente. Uma denúncia anônima levou a polícia de Roraima ao paradeiro de Rafael. Ele contava com a ajuda de dois venezuelanos para ultrapassar a fronteira.

Suicídio

O corpo do pai de Rafael foi encontrado sob os trilhos de uma linha de trem em São Paulo. A polícia acredita que ele cometeu suicídio em decorrência do homicídio cometido pelo filho.

Término

Momento da prisão de Rafael em um barraco na divisa entre o Brasil e a Venezuela – foto; Reprodução

A polícia do Amazonas trabalha com a informação de que o casal havia se conhecido há cerca de dois meses em uma casa noturna de Manaus. Eles haviam terminado o romance e Rafael teria convencido Kimberly de ir à sua casa no domingo do dia das mães.

A última ação pública da modelo foi uma homenagem à sua mãe postada em suas redes sociais. Amigos e familiares da vítima estavam preocupados com seu desaparecimento até que a polícia encontrou o cadáver na casa de Rafael. Kimberly era acadêmica de odontologia.

Ciumento

A ex-mulher de Rafael foi ouvida pela polícia. Os investigadores querem traçar um perfil do servidor público para compreender melhor o que o levou a cometer o crime. A ex-mulher teria dito que o relacionamento do então casal teria durado dois anos e ela decidiu se separar por conta do comportamento de Rafael.

A mulher disse que seu ex era extremamente possessivo e controlava inclusive seus relacionamentos sociais, inclusive pela internet, intrometendo-se nas pessoas que ela aceitava em sua rede de contatos virtuais.

Audi de Rafael é flagrado pelas câmeras de segurança do posto fiscal entre AM e RR – fotos: Reprodução

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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