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Após denúncia, polícia inicia investigação em contratos firmados entre o SAAE a aterro sanitário

Diretor da autarquia nega qualquer irregularidade e diz que acordo entre empresa e catadores não estava previsto em contrato com o SAAE

A Polícia Civil (PC) está investigando mais uma denúncia contra o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do Município de Vilhena. Os investigadores solicitaram da autarquia todos os processos referentes aos pagamentos feitos à empresa MFM, que é gestora do aterro sanitário que recebe os resíduos sólidos recolhidos pelo Município.

Segundo uma fonte do site Gazeta Amazônica, a denúncia que a PC investiga está vinculada justamente ao fato de que o SAAE possivelmente estaria pagando à empresa para receber o lixo reciclável, sendo que esta parcela dos resíduos não fica depositava no local.

Ainda segundo a denúncia, os repasses financeiros feitos pelo SAAE à empresa não constam o desconto do lixo reciclável. O processo de recolhimento de lixo reciclável é feito por catadores cooperados que pegam esse material pra revender no mercado.

Em conversa com a equipe de reportagem do site, Maciel Wobeto, diretor da autarquia explicou que no ano de 2017, a MFM firmou um termo de cooperação com o SAAE através do qual se comprometia em ceder o barracão, vestuário, banheiro, prensas, esteiras, caminhões caçamba com motorista aos catadores, além de fornecer uma máquina retroescavadeira ou uma pá carregadeira com motorista e combustível para realizar a remoção dos resíduos para a esteira; limpeza de caixa de chorume e manutenção do barracão; disponibilização da balança para pesagem dos reciclados; disponibilização da balança rodoviário para pesagem do caminhão.

O diretor do SAAE explicou, ainda, que além dos itens fornecidos, também era descontados da empresa, os valores correspondentes aos resíduos recicláveis que a cooperativa Recicoop-Sul vendia. Contudo, de acordo com o SAAE, a partir do dia 1º de novembro de 2018, houve uma alteração no termo de cooperação.

A empresa MFM apresentou uma planilha de custo operacional ao SAAE, na qual constava que os custos que a empresa tinha para manter a cooperativa Recicoop-Sul em pleno funcionamento não cobriam os descontos do peso de material reciclável que a cooperativa fazia a separação.

Com base nesta informação, segundo Maciel, houve o acordo entre as partes em que o SAAE não efetuaria os descontos do peso do material reciclável como forma de equilibrar os custos da empresa responsável pela administração da aterro sanitário.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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