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Operação da PF foca corrupção na Prefeitura de Vilhena; empresa é investigada

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18), a Operação Blister, para dar cumprimento a 10 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral em Vilhena.

Iniciada em 2016, a investigação tem como objetivo coibir crimes de corrupção, praticadas por uma organização criminosa sediada em Vilhena, que atuava principalmente na fraude a licitações da Prefeitura Municipal.

Segundo as investigações, a organização criminosa possuía estrutura e articulação suficiente dentro de entes públicos para fraudar licitações e auferir vantagem indevidas.

As fraudes em procedimentos licitatórios envolveram a empresa Biocal Comércio e Representações Ltda com a prática de sobrepreço e consequente superfaturamento nas contratações realizadas com a Prefeitura Municipal de Vilhena, as quais tinham como objeto a aquisição de nutrição especializada, medicamentos e materiais penosos destinados a atender as demandas da saúde pública municipal, envolvendo recursos oriundos do SUS.

Os indiciados responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de corrupção ativa e passiva (art. 333 e art. 317 do Código Penal), crimes licitatórios (art. 90 e 93 da Lei n. 8666/93), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/98) e associação criminosa (art. 288 do Código Penal).

Cerca de 40 policiais federais participam da ação de hoje, cujos mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná, Buritis e Porto Velho, além do sequestro de bens e valores dos investigados no montante de até R$ 8.912.383,67.

O termo “Blister” é uma alusão às embalagens de medicamentos que armazenam comprimidos, sendo estes um dos principais itens das licitações fraudadas pela quadrilha investigada.

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