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Professora que contraiu Meningite dentro de escola diz que saúde não realizou imunização de profissionais

Leonira está internada em área isolada desde a terça-feira; pelo menos cinco casos estão sendo analisados

O site Gazeta Amazônica conversou com a professora Leonira Ofrunã Rodrigues, que é lotada na escola Iquêzinha – onde os dois primeiros casos de Meningite na região foram registrados. Internada no Hospital Regional desde a segunda-feira, 17, ela está isolada dos demais pacientes desde a terça-feira, 18, em tratamento contra a Meningite.

Uma fonte da Gazeta Amazônica que é servidora da saúde explicou que o quadro clínico da educadora é considerado bom, e que ela não pode mais transmitir Meningite porque a medicação já começou a fazer efeito.

A fonte do site explicou, ainda, que ela está em isolamento por segurança. A professora disse à Gazeta Amazônica que uma pessoa da Semus esteve na escola quando os casos vieram à tona e garantiu aos servidores que a situação não era alarmante, e que os servidores poderiam ficar tranquilos porque não haveria transmissão da doença.

Muito abalada emocionalmente, a educadora disse estar deprimida e se considera discriminada porque nenhum responsável pelo município a procurou para saber seu estado clínico. “Ninguém veio saber se eu tinha morrido ou não, mesmo sendo servidora do município”, lamentou.

Leonira disse, ainda, que na escola onde os casos foram registrados não teve imunização adequada. “Apenas a professora do menino que contraiu Meningite foi imunizada. Os demais profissionais não foram porque a pessoa da saúde que esteve lá disse que não era necessário”, afirmou.

A professora disse que sua Meningite é viral e é considerada, segundo ela, menos pior. Ainda assim ela disse que teve muitas dores e que seu quadro clínico abalou toda a família.

O que diz a prefeitura

A assessoria da prefeitura de Vilhena confirmou três casos: das duas crianças indígenas que estudam na escola Iquêzinha, e que são membros de uma etnia que fica a cerca de 23 quilômetros do Centro do Município. Além deles, há o caso da professora Leonira.

Outros dois casos, de uma senhora de 60 anos que é moradora do município de Corumbiara, e uma criança que estuda na escola Paulo Freire estão em análise. O caso do paciente que estuda na escola SESI foi descartado pelos médicos. Ele não tinha Meningite.

“Dos casos confirmados são dois virais e um indeterminado, pois apresentou sintomas e foi tratado como bacteriana apresentando melhora imediata, mas o exame não foi conclusivo sobre qual tipo de Meningite seria”, diz trecho da declaração da prefeitura.

A nota diz, ainda, que tanto o diagnóstico da idosa, quanto da criança da escola Paulo Freire deverão estar prontos até esta quinta-feira, 20.

Hospital Regional é a maior unidade de saúde da região – foto: Arquivo

É surto ou não?

Através da assessoria de comunicação do Município, a Semus descartou qualquer possibilidade de surto da doença. “Já que a meningite viral não é tão agressiva, nem grave, nem fácil de transmitir como a bacteriana”, diz a nota. Mais cedo, em entrevista coletiva, o secretário de saúde, Afonso Emerick também disse que a situação não pode ser considerada surto.

Em alerta

A fonte da saúde de Vilhena que conversou com o site Gazeta Amazônica foi enfática ao dizer que a situação está controlada. “Se não aparecer mais nenhum caso até amanhã (quinta-feira, 20) acreditamos que conseguimos resolver o problema”, disse a profissional que solicitou sigilo de sua identidade.

 

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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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