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Município de 46 mil habitantes tem a maior taxa de letalidade pelo coronavírus de RO

A capital, Porto Velho, tem o maior número de casos: são mais de 1.5 mil

Embora esteja na quarta posição da lista de municípios rondonienses com o maior número de infectados, Guajará-Mirim, que faz divisa com a Bolívia, tem a maior taxa de letalidade do coronavírus no Estado. De acordo com os boletins divulgados pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) 17 dos 34 pacientes do pequeno município que infectados pela doença morreram.

O número de mortes é exatamente a metade do número total de casos positivos. Em constatação feita pelo G1, somente na segunda-feira, 18, foram quatro mortes no município em decorrência da covid-19. Guajará-Mirim tem 46 mil habitantes e conta com uma unidade de saúde com quatro leitos e dois respiradores. Dois destes leitos estão ocupados.

A grande preocupação em relação à proliferação do coronavírus pelos municípios de pequeno porte em Rondônia é justamente a falta de estrutura para atender os pacientes. Para se ter uma ideia, o cone sul de Rondônia conta apenas com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que fica no Hospital Regional de Vilhena. Por conta da pandemia, a prefeitura consegue disponibilizar 19 leitos com respiradores.

O problema é que a unidade de saúde atende, além dos cerca de 100 mil habitantes de Vilhena, moradores dos sete municípios do cone sul do estado, além do noroeste do Mato-Grosso (vale destacar que o estado do Mato-Grosso registra uma das menores taxas de infectados do país. Até a manhã desta terça-feira, 19, eram 941 infectados e 30 mortes) também dependem do hospital para problemas mais graves.

Guajará-Mirim está em uma ponta do estado de Rondônia. Vilhena em outro extremo do Estado. Mas ambas com problemas de saúde semelhantes, e que se arrastam há anos.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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