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Preguiça de sexo: você sofre da síndrome do urso panda?

O apelido tem a ver com a inaptidão sexual que ameaça de extinção a espécie de ursos da Ásia

Se a ideia de fazer sexo tem lhe soado tão atraente quanto encarar a décima videoconferência de trabalho do dia — mesmo tendo um parceiro bom de cama ou vários contatinhos interessantes à disposição — você pode estar sendo acometida (o) pela síndrome do urso panda.

O apelido tem a ver com a inaptidão sexual que ameaça de extinção a espécie de ursos da Ásia e é usado por especialistas para designar a preguiça de transar. O problema, segundo pesquisas internacionais, atinge um terço da população mundial.

“Quando o arroubo da paixão diminui, as pessoas começam a associar o sexo à obrigação e a preguiça de transar se instala”, afirma Ana Canosa, sexóloga e apresentadora do podcast Sexoterapia.

Preguiça boa x preguiça ruim

Ana explica que, ao mesmo tempo em que a preguiça atrapalha o sexo, ela também pode ser um motivador, quando se pensa em preguiça como um momento de relaxamento.

“Para o corpo se excitar, precisamos estar relaxados. Se ficamos o tempo todo em estado de atenção, temos dificuldade para promover a excitação. Os corpos cavernosos masculinos tensos, por exemplo, não enchem de sangue”, afirma.

Mas além do relaxamento, também é preciso haver entrega para o sexo. Caso contrário, vira preguiça pura mesmo, complementa a ginecologista Juliany Nascimento Silva, dona do perfil do Instagram @ginecologistasincera”.

Segundo ela, o que faz uma grande diferença nessa disposição é a “ressignificação” do sexo. “É preciso refletir sobre o sentido do sexo para você e explorar todo o seu potencial”, diz.

E essa ressignificação tem a ver com sair dos lugares comuns, como a ideia de que sexo é sinônimo de amor, intimidade ou sacanagem. “Transar para satisfazer o marido não é motivação. Sexo também não é apenas uma forma de criar intimidade. Sexo é sobre prazer”, explica.

Associando o sexo ao prazer, ao bem-estar físico e psicológico causado pelos hormônios que inundam o nosso corpo após o orgasmo, a possibilidade de transar vai parecer uma ideia bem mais atraente do que assistir Netflix ou apenas dormir ao lado do parceiro.

 

Fonte
Texto: Uol Universa

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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