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Vídeo: padrasto é condenado a 8 meses de prisão por agredir criança com chute no peito

Ele disse que perdeu a cabeça pelo garoto ter sido expulso da creche

A Justiça condenou Diego de Souza Valente, de 23 anos, a oito meses de prisão em regime semiaberto por agredir o enteado, então com 4 anos, com um chute no peito, em Sertãozinho (SP). O crime foi registrado por uma câmera de segurança e o vídeo ganhou repercussão na internet.

A advogada Nicole Pascual Pignata, que representa o réu, disse que o caso tramita sob sigilo, não pode informar detalhes sobre o processo, mas vai recorrer da pena aplicada.

Na sentença, o juiz Rodrigo Rissi Fernandes considerou o artigo 136 do Código Penal, ou seja, “expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância”, determinando pena de oito meses de reclusão em regime semiaberto. Valente pode recorrer em liberdade.

A agressão ocorreu na tarde de 3 de outubro do ano passado, depois que a criança havia deixado a creche. Imagens de uma câmera de segurança mostram Valente e o enteado sobre uma moto parada na Rua Yoshinobu Kobata, no Jardim Jamaica.

Usando capacete e com uma mochila nas costas, o menino desce e é agredido com um chute no peito pelo padrasto, que continua no veículo. Com o impacto, o garoto é jogado no asfalto e cai sentado. Logo depois, ele se levanta, sobe na moto e os dois deixam o local.

Mãe do garoto disse que ele é agressivo e busca acompanhamento psiquiátrico pra ele

O caso ganhou repercussão depois que o vídeo passou a circular na internet. Valente chegou a ser agredido por cinco homens, antes de se apresentar à Polícia Civil. Em depoimento, ele disse que perdeu a cabeça porque o enteado havia sido expulso da creche.

Na época, a informação não foi confirmada pela Secretaria de Educação de Sertãozinho. O Conselho Tutelar chegou a aplicar uma medida protetiva à criança, que foi levada aos cuidados do pai biológico. Valente passou a responder por crime de maus-tratos.

Segundo o delegado Ildon Pimenta de Pádua, o padrasto alegou que o menino caiu no asfalto porque havia se desequilibrado. Já a mãe do garoto, também chamada a depor, justificou que o filho é agressivo e que buscava acompanhamento psiquiátrico para ele.

Vídeo: TVAM1

Fonte
Texto: G1

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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