DestaqueEspecial

Grupo se reúne para produzir e distribuir gratuitamente máscaras à comunidade de Vilhena

Mais de 30 pessoas estão engajadas no trabalho

Um grupo de vilhenenses se uniu há cerca de um mês para dar a sua parcela de contribuição à sociedade no combate ao coronavírus, que provocou uma pandemia e vem infectando muita gente em todo o mundo. A ideia surgiu através de uma conversa entre a professora de educação física, Carmem Luiza Bezerra e a comerciante Vera da Farmácia diante da preocupação de ambas em fazer algo para ajudar as famílias carentes em tempos de incertezas como agora.

Vera propôs a produção de máscaras de TNT que pudessem ser distribuídas às famílias carentes e também no posto fiscal aos caminhoneiros, servidores e viajantes que passam pelo município. A mão de obra inicialmente veio de algumas voluntárias da comunidade católica Nossa Senhora Auxiliadora. O empresário Luizinho do Rei do Pano cedeu parte do material para a confecção das máscaras e o restante acabou sendo comprado por doadores que contribuem com o projeto.

Os organizadores do projeto lembram, ainda, do Ateliê Top Uniformes, cujo espaço é cedido pra execução do projeto.

A ideia deu tão certo que mais de 30 pessoas estão engajadas no trabalho. Como não podem se encontrar fisicamente, a equipe foi fracionada e cada participante ajuda da sua casa. Vera da Farmácia recolhe os kits que contem elástico, TNT já cortado e a embalagem para inserir as máscaras e deixa nas casas dos participantes. “Geralmente deixamos algumas unidades já com as pessoas que ajudam no projeto para que sejam doadas às famílias. O restante a gente reúne para concluir a distribuição”, explicou a professora Carmem.

Ao todo, mais de 1.7 mil máscaras já foram produzidas e distribuídas. O projeto chamou a atenção do pessoal da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) do posto fiscal. A equipe de servidores comprou um rolo de tecido para que novas máscaras fossem produzidas e entregues aos caminhoneiros que passam pelo posto fiscal.

A Gráfica Leonora também é uma patrocinadora do projeto. O grupo diz que ainda não faltam materiais para a produção das máscaras, mas quem quiser ajudar, basta procurar a comunidade Nossa Senhora Auxiliadora e comunicar o interesse. “Aqui cada um produz o que pode. Há vizinhas que não sabem costurar, mas ajudam a cortar os elásticos ou a fazer o que puderem. Nosso trabalho acabou se tornando uma terapia durante os tempos de quarentena”, disse a professora Carmem.

Vera da Farmácia fez questão de ressaltar que, embora o projeto tenha surgido na comunidade católica, pessoas de diversas denominações religiosas estão engajadas no trabalho. “Não se trata de instituições, mas de colaboração mútua em prol da nossa sociedade. É hora de esquecermos as bandeiras e posicionamentos e focarmos no bem coletivo das pessoas, de fortalecermos nossa humanidade. Estamos muito felizes em poder ajudar”, comenta.

Vera mostra caixa com logo do projeto – foto: Rômulo Azevedo/Gazeta Amazônica

Esta é a lista de membros do projeto:

Eide Mendonça

Ivani Vieira

Elvira Bezerra

Sandra Maria Gonçalves

Sônia Gonçalves

Solange Rech Almodovar

Zirlene Silva

Telma Mendonça

Maria Helena Sousa

Vanda

Terezinha Vicente Silva

Aline Moraes

Aparecida

Geralda Izaura

Inêszinha

Julieta Correa

Leonice Lima

Maria Angela

Gerci Sábria

Padre Marcos Bento

Marinete Felício

Dalvani dos Santos

Nair Peixoto

Maria Ribeiro

Antônio Ribeiro

Irene Nicola

José Rodrigues Neto

Marisa Gavin

Ediana G. Silva

Rosane Schulze

Vilma S. Pessoa

Deonilda Oliveira Henk

“QG” da equipe é no ateliê da dona Eide

 

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo