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Caso Jéssica: acusado de matar namorada menor volta ao banco dos réus nesta quarta; entenda o caso

Ismael foi absolvido do crime de homicídio; MP recorreu da decisão e anulou julgamento

Começou por volta das 9h desta quarta-feira, 23, o novo julgamento do servidor público Ismael José da Silva, então namorado da adolescente Jéssica Moreira Hernandes, que sumiu no dia 20 de abril de 2017 e seu corpo foi encontrado quatro dias depois enrolado em uma lona e jogado na zona rural do município.

Ismael chegou a ser preso junto com o primo, Diego Parente, logo depois que o corpo foi encontrado sob a acusação de envolvimento no crime. A polícia, à época, relatou que Ismael era ciumento e estava desconfiado da namorada.

Entenda o caso e todos os seus desdobramentos

Jéssica Hernandes é atraída até uma residência pelo primo de Ismael. Ele disse à garota que possuía provas concretas de que seu namorado havia lhe traído. Era dia 20 de abril de 2017 e a menina sai de casa de bicicleta.

Já no imóvel, Diego conversa com Jéssica enquanto Ismael é acusado de escutar a conversa em um dos cômodos da casa. Jéssica teria dito que havia traído o namorado, momento em que a acusação diz que Ismael ficou transtornado e atingiu sua cabeça golpeando-a com uma barra de ferro.

Caída desmaiada, Jéssica foi assassinada com golpes de faca, cuja autoria é direcionada ao então namorado da vítima. Quatro dias depois, duas mulheres que faziam caminhada na Linha 4, zona rural do município de Cerejeiras, onde tudo aconteceu, sentiram um cheiro forte e ao averiguarem o que era, acabaram encontrando o corpo da garota enrolado em uma lona.

Diego e Ismael foram presos no dia 25 de abril. Ambos eram os únicos suspeitos. Os dois acabaram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Julgamento

No dia 9 de setembro de 2017, a 2ª vara criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia em Cerejeiras acabou inocentando Ismael e determinou que seu primo fosse levado à júri popular por haver fortes indícios de sua participação na execução da garota.

Testemunhas e documentos assinados por Ismael em seu local de trabalho, a Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) apontaram que ele estava fora da cena do crime na possível hora do assassinato de Jéssica.

Porém em março de 2018, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJ-RO) reformou a decisão de primeira instância acatando recurso impetrado pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO). Ismael retorna então aos bancos os réus.

No dia 22 de agosto de 2018, Ismael é condenado a um ano de prisão pelo crime de ocultação de cadáver, enquanto seu primo, Diego, pega 18 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Em abril de 2019, o TJ-RO anulou a decisão do júri inocentando o namorado de Jéssica do crime de homicídio. Em recurso, o MP argumentou que a decisão foi tomada de forma contrária às provas contidas nos autos.

 

 

 

 

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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