O dia

Diretor da Energisa evita jornalistas e reunião com prefeito foi pra tratar sobre nada

Mesmo com o relato de diversos problemas, chefe da empresa culpa calor pelo preço da tarifa

O diretor geral da Energisa em Rondônia, André Luís Cabral Theobald, evitou contato com a imprensa na tarde desta quarta-feira, 23, ao final de uma reunião a portas fechadas com o prefeito, Eduardo Japonês (PV), seu assessor-biônico, Ricardo Zancan, e vereadores.

Quando os jornalistas foram autorizados a entrar no gabinete do prefeito, a reunião já estava no final, e o vereador Carlos Suchi (Podemos) apresentava vários casos em que a Energisa teve problemas com a população de Vilhena.

Em dado momento da conversa, o jornalista Paulo Mendes começou a fazer questionamentos acerca da informação disseminada à sociedade, de que um técnico do Instituo de Pesos e Medidas (IPEM) atestou que a concessionária estava acrescentando 40% a mais no valor da tarifa, o que foi desmentido pelo diretor.

Durante os questionamentos do Jornalista, o diretor da empresa levantou-se e disse que o encontro era institucional e tratava-se de uma visita de cortesia. Sem responder a ninguém, ele levantou-se, cumprimentou o prefeito, os vereadores e foi embora.

Mas afinal, o que foi tratado na reunião?

Alguns vereadores que conversaram com a equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica explicaram que o diretor da Energisa limitou-se apenas a falar dos investimentos que a empresa irá fazer ao longo dos anos, bem como o trabalho que vem desenvolvido no município.

Quando os repórteres entraram no gabinete, presidente da empresa usava o celular e mal dava ouvidos aos questionamentos feitos pelos vereadores – foto: Gazeta Amazônica

Os vereadores presentes ao encontro cobraram informações do diretor acerca do débito que o prefeito Eduardo Japonês (PV) está pressionando a casa de leis para reconhecer, e posteriormente arcar com a dívida, mas ele não comentou sobre o assunto. Uma outra reunião, agendada para o dia 4 de novembro, foi marcada para falar exclusivamente acerca do possível acordo milionário.

A conta está salgada

Um dos vereadores questionou o diretor da Energisa em Rondônia, André Luís Cabral Theobald, sobre a diferença dos preços do quilowatt, que vem deixando a conta do rondoniense cada vez mais salgada. O diretor respondeu, segundo declarações do vereador, que essa diferença se dá pelo calor do período do ano.

André Luís Cabral Theobald recomendou aos presentes que fizesse uma análise nas contas dos últimos 36 meses para que sua versão fosse comprovada. “Ele realmente disse isso e eu vou pesquisar pra saber se isso é verdade”, disse o vereador Rogério Golfetto (Podemos).

 

 

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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