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Governador diz que taxista morreu em decorrência de mau atendimento da saúde municipal

“Leão” como era conhecido enviou áudio pedindo ajuda para fazer um exame

Ao comentar oficialmente sobre o contrato que o governo do estado de Rondônia está prestes a assinar com o hospital Prontocordis, da capital, Porto Velho, o governador Marcos Rocha (sem partido) afirmou que o taxista Aparecido Rodrigues Lopes, o “Leão” como era conhecido morreu, segundo Marcos Rocha, em decorrência de mau atendimento médico. O trabalhador foi a segunda vítima fatal de coronavírus no estado de Rondônia.

Leão morreu no dia 9 de abril e a primeira informação repassada à imprensa era de que ele não havia respeitado quarentena. Um áudio do taxista, no entanto, vazou e na gravação ele pedia ajuda a um homem para poder realizar alguns exames, pois segundo ele, o equipamento da rede pública de saúde não estava funcionando.

Dizendo-se indignado com a situação, o governador foi enfático ao dizer que o taxista foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que pertence à rede municipal de saúde e anunciou que determinou abertura de investigação para saber se na parte em que compete ao estado houve falha que possa ter contribuído com a morte de “Leão”. “Ordenamos a investigação e que, dentro do que compete ao Governo de Rondônia, fosse alinhado com os municípios, para que fatos assim não se repitam jamais”, escreveu o governador.

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O corpo do taxista foi encontrado em sua casa, localizada na Rua Uruguai, bairro Nova Porto Velho. De acordo com a chefe da saúde municipal, o taxista foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste da capital.

Em áudio “Leão” pediu a alguém ajuda para encontrar um local onde pudesse  fazer um raio-x dos pulmões. Segundo o áudio, o aparelho público não estava funcionando. No relato atribuído ao taxista, é possível ouvir com clareza que ele sabia que era um dos casos considerados suspeitos da doença e foi enfático: “Eu vou ter que ficar 14 dias em casa. Não é pra eu sair pra lugar nenhum”, diz em um trecho do material.

No fim do áudio, o relato do homem diz que seus pulmões estão mandando apenas 82% do ar para o sangue, quando deveria mandar 93%. “A coisa tá feia pro meu lado”, arrematou.

Postagem feita pelo governador

Foto: Reprodução/Facebook

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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