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Coronavírus: PF, MPF e CGU investigam possível esquema em compras emergenciais em secretaria de saúde

Pelo menos 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 24, a segunda fase da operação Dúctil cujo objetivo é desarticular esquema de fraudes na aquisição emergencial de materiais e insumos médico-hospitalares para atendimento das demandas da Secretaria de Saúde (SEMSAU) do município de Guajará-Mirim no combate à pandemia causada pelo coronavírus.

A ação decorre de mais um trabalho conjunto entre a Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal (MPF), que resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Rondônia. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Porto Velho, São Miguel do Guaporé e Guajará-Mirim.

Após a análise dos materiais apreendidos na primeira fase da operação, principalmente smartphones e documentos, foram apurados indícios de apresentação de atestados de capacidade técnica falsos e possível atuação de empresários em conluio com agentes públicos da SEMSAU de Guajará-Mirim para concretizar a compra sem cumprir as exigências legais.

Os empresários investigados já foram indiciados anteriormente no inquérito policial pelos crimes de fraude à licitação, falsidade ideológica e associação criminosa por supostas fraudes em chamamentos públicos da Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia.

O nome da operação, Dúctil, refere-se a algo que pode ser conduzido, direcionado, em menção aos prováveis direcionamentos das licitações. Além disso, o termo possui relação com a situação dos investigados, que modificam o ramo de atividade da empresa, durante a pandemia, para participar de licitações milionárias realizadas pela administração pública.

Fonte
Texto: Da Assessoria

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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