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Em visita ao cone sul, Confúcio menospreza Vilhena e manda recado para emedebistas

Senador vai visitar apenas um município mesmo tendo feito votos em toda região

Uma das estrelas do MDB em Rondônia – e um dos poucos que sobraram com mandato dentro do partido – o Senador Confúcio Moura ficou com o filme queimado nessa semana. Mais uma vez. De acordo com correligionários, ele – que desde quando assumiu o cargo em Brasília não visitou Vilhena – não quis vir ao município porque o diretório é “complicado demais”, fazendo alusão ao comando da legenda. Confúcio preferiu visitar Colorado do Oeste, onde teve 1540 votos e deixou Vilhena pra outra ocasião, justamente onde fez 5.424 votos. Membros mais exaltados do partido dizem que Confúcio não quer vir a Vilhena – mesmo depois de um ano de mandato – por conta do resultado das eleições em que o empresário Jaime Bagattoli (Aliança pelo Brasil) por pouco “não comeu a paca” em seu lugar.

 

Prometeu e não cumpriu

Pode até ser isso, só que também vai mais além: quem acompanha política deve se lembrar que Confúcio – enquanto governador e já no aquecimento para as eleições ao Senado – prometeu a então prefeita Rosani Donadon (MDB) 30 km de asfalto para o bairro Cristo Rei. No fim das contas, o então governador foi obrigado a reduzir o tamanho da promessa e na hora do “vamo vê” ele não cumpriu com o que prometeu.

 

Todo mundo acreditou

Técnicos do município ficaram à disposição do projeto semanas a fio, a população criou esperança e no final tudo não passou de plataforma de campanha pro “carequinha” ingressar com seu projeto para o senado. Não só por isso: em Vilhena, é muito provável que o MDB construa uma aliança com o prefeito Eduardo Japonês (PV) para sua corrida à reeleição, uma vez que Japa carregou o então senador Valdir Raupp nas costas quando ele estava bem difícil de carregar.

E…

…Acontece que o diretório do MDB está sob o comando do ex-candidato a vereador, Josué Donadon, que pretende retomar seu projeto político. Alguns membros da legenda quer empurrar o partido pra longe da família Donadon, mas sem sucesso há anos. Vir a Vilhena sem nenhum projeto pra dar, tendo prometido e não cumprido e ainda com problemas dentro do partido realmente não era um bom momento pra Confúcio chegar no município.

E tem mais!

Fontes ligadas ao prefeito Eduardo Japonês (PV) comentam que Raupp está se articulando pra participar de forma ativa e direta nas eleições municipais em Rondônia a fim de consolidar seu retorno ao Congresso Nacional. É muito provável que em Vilhena ele esteja com Japonês.

E o Ivo?

Um dos nomes mais importantes da política rondoniense, o ex-senador Ivo Cassol (PP) permanece quieto neste aquecimento de pré-campanha. Sua irmã, a deputada Jaqueline Cassol (PP) que deveria estar atuando em prol do nome da família anda muito apagada no cenário político. Em Vilhena, onde historicamente o PP sempre botou medo, membros da legenda não sabem muito bem pra qual direção o partido vai.

PDT

O Senador Acir deve pender mesmo para o lado do PSB, que é o partido com projeto mais adiantado dentro do contexto em Vilhena, porém ainda não vem sendo encarado como adversário de verdade pelas demais equipes políticas, mesmo sendo partido de grande aglomeração de pessoas.

Ex-senador Ivo Cassol (PP) é um dos únicos expoentes da política rondoniense que se mantem discreto no aquecimento da pré-campanha – foto: Divulgação/Facebook

A aliança

Já o ex-senador Expedito Junior (PSDB) vem conseguindo marchar rápido dentro deste cenário e já coloca a cabeça pra fora d´água. A aliança com o DEM (do senador Marcos Rogério) vem surtindo efeito e já emprega ritmo de terceira via em todo canto do estado, até mesmo em Vilhena com o vereador Samir Ali (PSDB).

Noves fora

Já dá pra afirmar que o senador Jaime Bagattoli (Aliança pelo Brasil) é “noves fora” da conjectura política municipal. Ele já declarou diversas vezes que não tem vontade de disputar a prefeitura, mesmo sendo o fiel da balança desta campanha. Jaime fez 33.634 votos pra Senador em Vilhena e em todo canto da cidade se ouve apoiadores falando de seu nome. Ele nunca esteve tão forte.

Coadjuvante

Não dá pra ter a mesma noção de força quando se coloca Jaime na condição de apoiador. As pessoas não entendem muito bem qual serventia tem isso pra política – e a história do município sobre o assunto mostra que apoiador não conta muito no fim das contas quando o poder da caneta está com o vencedor das eleições. Ainda assim, quem conseguir o apoio de Bagattoli para as eleições, pode-se considerar um candidato de sorte, pois sua estrela tem brilhado com força.

Pra cima

Enquanto a turma do governador Marcos Rocha (PSL) comemorava a exclusão de Bagattoli do partido – como meio de puni-lo por não abaixar a cabeça pro coronel – Jaime acabou “caindo pra cima” e se tornou coluna forte do Aliança Pelo Brasil em Rondônia, além de homem de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro. Bagattoli está rodando o estado em busca de nomes para o partido e desta vez, ao que parece, a “tchurma” do Marcos Rocha não vai conseguir derrubar o homem com facilidade. Definitivamente a política não é para os fracos.

 

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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