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Auxiliar de serviços gerais que assassinou casal a tiros é condenado a mais de 19 anos de prisão em Vilhena

O auxiliar de serviços gerais, Wesley do Nascimento Sousa, de 27 anos, foi condenado a 19 anos e 10 meses de reclusão pelo crime de duplo homicídio, durante o júri popular, realizado na manhã desta quarta-feira, 25, no Fórum Desembargador Leal Fagundes, em Vilhena.

Ele é acusado executar a tiros, Geovana Assis Costa, de 15 anos e o marido Abrão Fernandes da Silva, de 29, ocorrido no dia 13 de dezembro de 2018, no Bairro Bela Vista, em Vilhena.

O julgamento foi presidido pela juíza de direito, Liliane Pegoraro Brilhava, com participação do promotor de justiça João Paulo Lopes e do advogado Marcio de Paula Holanda, que apresentaram as teses de acusação e defesa, respectivamente.

Ao ser ouvido no Fórum, Nascimento confessou o crime. O promotor de justiça, João Paulo, revelou detalhes do crime que estavam no inquérito policial e pediu a condenação do réu.

Por sua vez, a defesa argumentou que o réu confessou ser autor do crime, e pediu uma decisão justa.

O caso

Wesley executou a tiros Geovana juntamente com o marido Abrão. Após o crime, o réu fugiu de carro, porém, quatro dias depois do  ocorrido, Nascimento se entregou na delegacia.

No depoimento, o acusado alegou, que foi ao local apenas para conversar com Abrão, que vinha o ameaçando por ciúmes de um caso extraconjugal que havia tido com Geovana, momento em que a vítima sacou um revólver calibre 38 e começou a atirar, acertando a esposa, que entrou na linha de fogo.

No entanto, a necropsia dos corpos apontou 15 perfurações à bala no corpo de Abrão, todos com orifício de entrada na região das costas, nuca e parte de traz do crânio, sendo apenas um de raspão em um dos braços, o que leva a crer, que a vítima empreendeu fuga instantaneamente ao avistar Wesley, sendo atingindo sem chances de defesa.

Após executar Abraão no local onde este caiu, a cerca de 50 metros da residência onde morava, Wesley retornou e executou Geovana, que já havia sido baleada em um dos antebraços ao tentar se defender do agente que já chegou atirando.

 

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