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Quadrilha de GO tenta aplicar golpes em Vilhena através do WhatsApp

Servidora pública teve foto hackeada. Marginais se passaram por ela pra pedir dinheiro a familiares

Uma servidora pública do Município de Vilhena realizou nas últimas 24 horas um verdadeiro trabalho investigativo para conseguir o maior número possível de informações acerca de um número de telefone cadastrado no aplicativo WhatsApp que além de utilizar sua foto, ainda estava enviando mensagens para seus contatos, em alguns casos até mesmo pedindo dinheiro.

Ela entrou em contato com a equipe de reportagem da Gazeta Amazônica nesta segunda-feira, 25, solicitando espaço de divulgação para informar o início da história. De acordo com a servidora, um amigo entrou em contato para dizer que um número de WhatsApp estava se passando por ela, enviando mensagens a amigos.

A vítima então procurou a Polícia Civil e registrou um Boletim de Ocorrência (BO). “O número chegou a mandar mensagem pra minha mãe. Meu pai chegou a registrá-lo como se fosse outro contato telefônico meu”, relembra.

Ela ficou monitorando o número e percebeu que as fotos do perfil são trocadas constantemente. Horas depois de a servidora ter sido alvo do estelionatário, sua colega de trabalho também foi e em seguida fotos de outras pessoas foram utilizadas. Já no final da tarde desta segunda, a servidora percebeu que sua foto estava sendo novamente utilizada pelos criminosos.

Em conversas mantidas pelo aplicativo, a vítima conseguiu “trolar” os marginais e na busca por mais informações, se passou por familiares e pediu contato bancário das pessoas que se passavam por ela. Pelo menos quatro nomes e CPFs foram descobertos pela vítima da tentativa de golpe durante a conversa.

Ela percebeu que as contas bancárias dos marginais eram todas de Goiânia e ao pesquisar no Google os nomes que apareciam como donos das contas, ela chegou até uma quadrilha especializada em crimes contra bancos e instituições financeiras com atuação em diversos estados, mas com base no estado de Goiás.

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Levantamento de dados

Segundo a vítima, os criminosos acessaram seu perfil pessoal no Facebook e se apossaram da sua foto. Eles a colocaram no perfil do WhatsApp e daí em diante passaram a mandar mensagens para seus contatos pessoais.

A servidora disse não fazer ideia de como os criminosos conseguiram os números de contatos de amigos e parentes. “Pedi à minha irmã para ver se nos perfis de Facebook dos meus pais aparecia algum número, mas estava tudo bloqueado. Não sei como eles conseguem”, relatou.

Fique atento!

É sempre bom checar os dados das pessoas com as quais você conversa por vias digitais. É cada vez mais comum marginais se passarem por amigos e familiares na tentativa de aplicar golpes.

Para ajudar a dificultar a vida destes criminosos, você pode ajudar solicitando o bloqueio das contas de WhatsApp utilizadas por eles. O processo é bem simples: ao receber uma mensagem de um número desconhecido pela primeira vez, você poderá denunciar o número diretamente na conversa. Abra a conversa, toque no nome do contato ou grupo para abrir os dados do perfil, deslize até o final da página e toque em “denunciar contato” ou “denunciar grupo”.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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