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TCE aponta diversas falhas da prefeitura no combate à covid-19; barreira sanitária chega a ficar mais de 13 horas sem atendimento

Falta de EPI e organização de trabalho também foram constatados em relatório do órgão

Em relatório de inspeção especial a fim de coletar dados e informações acerca das medidas preventivas ou ações de proteção à saúde e de enfrentamento à pandemia do coronavírus, técnicos do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) apontaram várias falhas atribuídas tanto ao secretário de saúde, Afonso Emerick, quanto ao prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV) acerca do bom funcionamento das barreiras sanitárias criadas pela prefeitura na entrada da cidade, sentido Porto Velho na BR-364, quanto na rodoviária.

De acordo com o relatório do TCE, os profissionais que atuam nas barreiras criadas pela prefeitura de Vilhena estão despreparados para determinadas situações relacionadas ao combate à pandemia e não contam com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como foi afirmado em trecho do relatório abaixo

Foto: reprodução/TCE-RO

 

As observações continuam nos itens seguintes:

Foto: reprodução/TCE-RO

 

Por fim, a entrevista com os servidores que atuam na barreira sanitária também apontou o seguinte:

Foto: reprodução/TCE-RO

Pra inglês ver

Prefeito Eduardo Japonês (esq) ao lado do secretário de saúde, Afonso Emerick (dir) – foto: Divulgação

Outra falha apontada pelo relatório é a ineficiência das barreiras sanitárias, uma vez que na BR ela funciona das 7h às 17:30h e no terminal rodoviário, das 7h às 23:59h. No restante do tempo não há nenhuma autoridade de saúde municipal controlando a entrada de pessoas no território do município.

De acordo com os cálculos apresentados pelos técnicos do tribunal, a barreira sanitária da entrada do município (na BR) permanece 13 horas e 30 minutos fechada enquanto a barreira sanitária instalada na rodoviária, permanece sem atividade por 7 horas diariamente sem qualquer controle da movimentação de pessoas.

Neste momento em que a barreira da rodoviária permanece fechada, pelo menos dois ônibus fazem escalas no local.

Foto: Reprodução/TCE-RO

Posicionamento do TCE

Ao final do relatório, os técnicos da corte de contas elencaram as falhas encontradas na vistoria in loco e atribuíram a responsabilidade tanto ao prefeito Eduardo Japonês, quanto ao secretário de saúde Afonso Emerick, como mostra trecho do trabalho desenvolvido pelo órgão:

Foto: reprodução/TCE-RO

 

O TCE estipulou prazo para que o município e os citados apresentassem suas versões acerca das falhas apontadas pela corte de contas. Em tempo, a Gazeta Amazônica deixa espaço tanto ao prefeito quanto ao secretário de saúde, caso tenham interesse, para comentar acerca da situação. Veja abaixo a íntegra do relatório produzido pelo tribunal.

 

relatório técnico - tce covid vilhena

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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