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Idaron muda perfil exportador de RO e almeja a condição de livre de febre aftosa sem vacinação

Agência completa 20 anos de existência neste mês de julho

A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) completou, neste mês, 20 anos de criação.  A agência foi criada pela Lei Estadual nº 215 em 19 de julho de 1999. De lá pra cá o desafio foi de mudar o status sanitário de Rondônia de risco desconhecido para um estado livre de febre aftosa com vacinação.

“Hoje estamos almejando a condição de livre de febre aftosa sem vacinação com reconhecimento de livre da patologia nacional e internacionalmente”, destaca Júlio César Rocha Peres presidente da Idaron.

Júlio explica que, quando o estado sofreu com fechamento das barreiras sanitárias para comercialização de animais e seus produtos e subprodutos, o estado teve que fazer uma verdadeira mobilização, juntamente com os produtores e a iniciativa privada, para fazer um cadastramento da atividade pecuária com objetivo identificar os produtores e rebanhos existentes no território.

No ano do fechamento, o estado tinha o status de risco desconhecido para febre aftosa. “Com os trabalhos, fomos mudando de status até atingir a condição de livre de febre aftosa com vacinação. Hoje estamos almejando a condição de livre de febre aftosa sem vacinação com reconhecimento nacional e internacionalmente. Que propiciará visibilidade do estado a mercados mais exigentes”, destaca Júlio.

Em 20 anos, a Idaron contribuiu para mudança significativa no perfil da pauta exportadora de Rondônia. Quando a agência foi criada, a pauta de exportação era dominada por produtos de origem florestal como madeira entre outras, totalizando mais de US$ 62 milhões em exportação.

Em 2018, a pauta de exportação fechou com um valor de mais de US$ 1 bilhão, tendo como principais produtos exportados de os origem animal e vegetal como carnes e derivados, soja, milho e café.

“Os trabalhos da agência frente à produção agropecuária do estado têm o viés de certificar, garantir protocolos de mercados compradores exigentes e a garantia da execução por parte do produtor. Então a Idaron certifica, e garante para quem compra, que o protocolo está sendo executado por quem produz e transforma”, esclarece Peres.

Se preparando para o futuro

O Governo do Estado tem investindo na reestruturação da agência Idaron buscando a atualização de máquinas e equipamentos e a capacitação dos servidores com viés tecnológico.

“Nós saímos à frente de todos os estados do país com a implementação do sistema de vídeo-monitoramento na região de fronteira com o estado do Mato Grosso. Além de termos o anseio de avançar na identificação por imagens de satélite, na inteligência da fiscalização e no desenvolvimento de programas que venham somar facilitando os processos aos nossos colaboradores e aos usuários no campo,” descreve o presidente.

“Nesses 20 anos, a sociedade rondoniense, o setor produtivo e em especial todos os colaboradores da agência Idaron ensinaram que não existe um trabalho mais fácil ou um trabalho menos glorioso. Pois da forma que foi conduzido, garante ao Estado participação ativa no cenário nacional e internacional do agronegócio. A credibilidade de fazer defesa sanitária é um estado de graça. E nossos colaboradores com toda certeza, vestem a camisa”, finaliza Peres.

Fonte
Dhiony Costa e Silva

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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