Política

R$ 75 milhões: líderes do MBL questionam legalidade de empréstimo solicitado por Hildon Chaves

Vilhenense é um dos autores da ação judicial que prevê o cancelamento da autorização de contração da dívida

Diante da repercussão acerca da ação judicial proposta pelo Movimento Brasil Livre (MBL) em Rondônia, cujo objetivo é dissolver a aprovação da câmara de vereadores da capital, Porto Velho acerca da autorização de um empréstimo proposto pelo prefeito Hildon Chaves (PSDB) no valor de R$ 75 milhões, a equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica procurou um dos líderes do MBL no estado, Dhonatan Pagani – que também é um dos autores da ação popular – para comentar sobre o assunto.

Pagani relatou que o MBL não é contra o financiamento. O grupo está questionando, no entanto, alguns critérios que não foram respeitados pela prefeitura da capital.

“O Município de Porto Velho não comprovou os seguintes requisitos: Adimplência financeira perante o Poder Público Federal; Regularidade quanto a Prestação de Contas de Recursos Federais SICONV; Obrigação de transparência no encaminhamento de Relatório de Gestão Fiscal – RGF; Obrigação de Transparência no encaminhamento do Relatório Resumido de Execução Orçamentária – RREO; Obrigação de Transparência no encaminhamento da Matriz de Saldos Contábeis”, elencou.

Pagani é assessor legislativo da câmara de vereadores de Vilhena – foto: Divulgação

Dhonatan relatou que o financiamento em si, proposto pelo executivo, tem previsão legal, porém ele aponta que o empréstimo de Porto Velho não atende os requisitos legais e que pode afetar a saúde econômica do município. “Porto Velho possui mais de R$ 200 milhões em obras fincadas que estão paralisadas. Todas elas oriundas de financiamento”, observa.

RELAÇÕES POLÍTICAS

Dhonatan Pagani é lotado na câmara de vereadores de Vilhena lotado no gabinete do vereador Rafael Maziero, que é colega de partido do prefeito Hildon Chaves. O posicionamento do MBL em questionar as ações do prefeito ouriçou os tucanos, que acreditam que a ação judicial é um “fogo amigo” tendo em vista a relação política de Maziero e o relacionamento dele com Dhonatan.

Quanto ao assunto, o líder do MBL foi enfático: “Eu não sou filiado, não pertenço ao PSDB e a briga não é partidária. Se fosse PSL, MDB qualquer que seja, a ação seria a mesma. Nós norteamos nossas ações pautadas na legalidade e moralidade, não é porque pessoas são do mesmo partido que elas são idênticas. E o Maziero também norteia as ações dele nos mesmos princípios”, defende.

Na manhã desta segunda-feira, 29, o ex-presidente do PSDB em Vilhena, Junior Pintor, entrou com contato com o site questionando o posicionamento de Pagani em relação ao empréstimo na capital.

Em sua crítica, Junior relatou que é uma incoerência do representando do MBL questionar ações da prefeitura de Porto Velho, enquanto o prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV) realizou os mesmos procedimentos e Pagani não se manifestou.

Acerca do assunto, o líder do MBL relembrou que não é contrário aos financiamentos por parte das prefeituras, e que em Vilhena, foi respeitada todas as exigências legais, diferentemente, segundo ele, da capital.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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