Cultura e entretenimento

Unesc: acadêmicos desenvolvem projetos inovadores que podem se tornar produtos competitivos no mercado brasileiro

Ideias visam melhorar a vida da comunidade utilizando recursos tecnológicos

Com o objetivo de colocar em práticas projetos que possam contribuir positivamente com a sociedade na qual estão inseridos, alunos de engenharia da computação da Unesc em Vilhena apresentaram na noite desta quinta-feira, 28, ideias embrionárias que podem ganhar o mercado e definitivamente mudar alguns conceitos sociais. Um grupo de acadêmicos vem desenvolvendo um aplicativo para que o paciente chegue à unidade de saúde com um relatório já pré-elaborado do que está sentindo.

A ideia, de acordo com os alunos, é reduzir as filas nos hospitais e consequentemente agilizar o atendimento ao paciente. Através do celular, tablet ou computador, o paciente acessa o site e informa seus sintomas. Os dados serão processados e encaminhados à equipe médica. Ao chegar na unidade de saúde, o médico já terá em suas mãos um relatório inicial e poderá acelerar seus procedimentos. O grupo observa, também, que a ideia pode gerar novos postos de trabalho e até mesmo facilitar a busca e retirada de medicamentos nas farmácias públicas e privadas.

Pontos de acesso à internet para todos

Outra ideia apresentada na noite desta quinta, foi o projeto social para atender crianças e adolescentes em vulnerabilidade digital, ou seja: aqueles que têm dificuldade para acessar a internet, ou não contam com a disponibilidade contínua da ferramenta. A pesquisa dos estudantes aconteceu na escola Maria Arlete Toledo com alunos do 6º ano. O objetivo do grupo é incentivar a criação de diversas salas de atendimento à comunidade com acesso à internet, para pesquisas e lazer.

Totem prevê agilidade e zero constrangimento em questionário do Hemocentro

Também na fila de apresentação, estava o projeto batizado como “Hemop”. Basicamente trata-se de um totem com a finalidade de contribuir e agilizar o atendimento do hemocentro. No equipamento, os alunos inseriram todas as perguntas feitas ao doador, que atualmente são realizadas por uma pessoa. O grupo explicou que esta entrevista chega a durar 40 minutos. Com o equipamento, o trabalho não ultrapassa os cinco minutos.

Os estudantes observaram, inclusive, que algumas perguntas chegam a causar constrangimento ao possível doador, o que seria extinto com a aplicabilidade da ideia. O “Hemop” também contribui com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pois os dados coletados vão auxiliar nas ações desenvolvidas pelo órgão.

Equipamento é capaz de calcular quanto de energia você está gastando em tempo real

Com o objetivo de contribuir com o controle da economia doméstica e auxiliar as pessoas em suas economias, os acadêmicos criaram um equipamento capaz de calcular todo o gasto de energia de uma residência, ou até mesmo de um único cômodo, ou tomada, por exemplo. O grupo explica que o trabalho foi dividido em três níveis de modo que haja a eficiência necessária para o controle.

De acordo com os estudantes, o equipamento é exato em suas contas e diversos testes foram realizados a fim de garantir esta precisão. O que chamou a atenção neste caso é a mobilidade e o custo do produto. O protótipo custou R$ 60 para ser construído e os resultados deste controle estarão disponíveis no celular, ou computador, do dono do imóvel que poderá comparar suas despesas na hora que a conta de luz chegar.

O projeto, de acordo com seus idealizadores, pode ser ampliado pra uma escala industrial, de modo que o empresário ou gestor possa controlar seus custos com mais precisão.

A Coordenadora Geral da Unesc em Vilhena, Anny Sibelly Dias Cury, parabenizou os acadêmicos pelos trabalhos e relatou que o projetos integradores têm como premissa dar ampla autonomia para a criatividade dos estudantes que os desenvolvem.

“Por isso, a UNESC apoia integralmente essas ideias que são a porta de entrada do futuro não tão distante. Tanto o projeto do terminal de interligação com o hemocentro como o aplicativo de autoatendimento em hospitais, por exemplo, traduzem os anseios de um grupo de acadêmicos que, em curto ou médio prazo podem estar em plena utilização pela sociedade”, relatou.

A coordenadora disse, ainda, que “não só os projetos do PI da Engenharia da Computação como os demais que pude participar da apresentação podem ser, seguramente, ofertados para a comunidade, o que é um orgulho para esta Instituição”, concluiu.

 

 

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Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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