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Reabertura de comércio em Vilhena poderá frustrar alguns setores; entenda

Decreto do Governador estipula segmentos comerciais que podem retomar suas atividades

Em que pese o fato de a maioria da população preferir retomar a rotina comercial em Rondônia – no município de Vilhena, por exemplo, a maioria das pessoas preferem voltar ao trabalho na tentativa de manter seus empregos – ao invés de seguir à risca a principal recomendação dos órgãos de saúde, que é ficar em casa e manter o isolamento social a fim de reduzir ao máximo os números de casos de Coronavírus no país, a possível retomada do comércio, no estado, pode não ser exatamente da forma que a população espera.

Em sua transmissão ao vivo no dia 25 de março, o governador Marcos Rocha informou um ajuste no decreto 24.871/2020 que especifica exatamente as medidas em relação ao comportamento social em Rondônia no que diz respeito aos cuidados contra o Coronavírus. Rocha que na primeira edição do decreto havia apertado o pulso, liberou a retomada de alguns setores, segundo ele com o objetivo de não travar a cadeia produtiva e o processo de logística de abastecimento do estado.

O chefe do executivo rondoniense liberou o retorno comercial de empresas ligadas às agroindústrias, prestadores de serviços relacionados à manutenção e limpeza, hotéis e hospedarias, escritórios de contabilidade, materiais de construção, além de borracharias e restaurantes às margens das rodovias

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Nesta mesma transmissão, o governador foi enfático ao destacar que o seu decreto se sobrepõe aos decretos dos prefeitos, e que entraria em contato com todos os chefes de municípios para alinhar o posicionamento em relação ao assunto. Caso Marcos Rocha consiga este alinhamento com os prefeitos, alguns setores do comércio ainda continuam proibidos de abrir as portas.

Paradeira nas ruas e portas fechadas podem resultar em demissões, diz empresariado – foto: Rômulo Azevedo/Gazeta Amazônica

 

Um exemplo disso é a educação. O Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, nesta mesma transmissão ao vivo do dia 25 feita pelo governador, declarou que as escolas irão permanecer fechadas ainda por tempo indeterminado.

A justificativa apresentada pelo chefe da saúde do estado de Rondônia é de que a maioria das crianças são assintomáticas para a doença e o fato de elas estarem na escola pode contribuir com a proliferação da doença entre a população.

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Neste domingo, 29, algumas escolas particulares de Vilhena entraram em contato com os pais de alunos para informar sobre a flexibilização do decreto municipal número 48.795/2020 assinado pelo prefeito Eduardo Japonês que determina o fechamento de comércios considerados não essenciais.

Algumas instituições de ensino da rede privada anunciaram, inclusive a retomada das aulas já para esta quarta-feira, 1º de abril, mesmo sem posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

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Estabilidade econômica X prevenção

Neste domingo, 29, o Comitê Gestor Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus considerou a modificação do decreto municipal a fim de liberar alguns setores comerciais. A previsão para divulgação da edição revisada do documento está prevista para tarde desta segunda-feira, 30.

O empresariado alega que a paradeira e a proibição de funcionamento estão gerando prejuízos às empresas e que demissões podem acontecer para que haja equilíbrio contábil das firmas. As principais ruas do município de Vilhena, que é o maior do cone sul, estão completamente paradas, como se as semanas fossem compostas apenas por dias de domingo.

Rômulo Azevedo

Jornalista e graduado em Marketing, atua na comunicação desde 2006. Especialista em Jornalismo on-line, com experiência em Assessoria de Comunicação e Marketing. Está na Gazeta Amazônica em busca de novas formas de se fazer Jornalismo em Rondônia

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