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Com seis inquéritos concluídos, delegado fala sobre os casos ocorridos em Vilhena e Chupinguaia

Os crimes ocorreram entre agosto de 2015 a agosto de 2020.

Reviravoltas surpreendentes marcaram a investigação de seis inquéritos concluídos pela Delegacia Especializada na Repressão de Crimes Contra a Vida, detalhes dos crimes e o encerramento das investigações foram anunciados pelo delegado Núbio Lopes nesta quarta-feira, 30, durante coletiva a imprensa realizada na UNISP.

O primeiro caso um homicídio qualificado foi registrado em 08 de agosto de 2015 na Av. Marechal Rondon em Vilhena. De acordo com relatório a vítima Luciano Ferreira da Conceição perdeu o controle do carro que dirigia ao ser atingida por disparos de arma de fogo. Ao todo foram 5 os disparos, um atingiu a vítima com o carro ainda em movimento e os demais após o veículo parar, ao todo três disparos atingiram a vítima que veio a falecer.

Segundo o delegado, as investigações apontaram para S.S.P. como autor dos disparos, o mesmo teria sido preso dois meses depois por envolvimento em um roubo. A perícia comprovou que a arma encontrada com o acusado seria a mesma usada no homicídio de Edson, porém aos policiais S.S.P afirmou ter comprado de alguém que faleceu.

O segundo caso um homicídio qualificado e violação de domicílio qualificada ocorreu em Chupinguaia no dia 1º de fevereiro de 2016 na Rua Elias José da Silva, onde Edson Alves de Oliveira foi assassinado a golpes de faca. De acordo com o relatório apresentado, por volta das 01h da manhã o ex-marido da esposa da vítima, I.D., bateu na porta da quitinete em que a família morava pedindo para ver o filho do casal, porem a mulher da vítima percebeu que o mesmo estava embriagado.

O acusado teria conseguido arrombar a porta, fato esse que foi comprovado pela perícia, ao ter acesso ao interior da residência I.D passou pela ex e partiu para cima de Edson desferindo golpes de faca. Já a mulher da vítima, teria corrido até vizinhos pedindo por ajuda, a vítima foi encontrada agonizando gravemente ferido vindo a morrer no local.

O acusado que segue foragido acionou um advogado e em sua versão a ex-mulher teria mandado mensagem pedindo para ele ficar com a criança, pois ela teria de ir ao outro dia a Vilhena para sacar beneficio, fato esse negado por ela. A defesa afirma que o acusado teria desarmado a vítima e agido em legitima defesa.

O terceiro caso uma tentativa de homicídio simples, foi registrado em 27 de fevereiro de 2016 na Rua 832 em Vilhena, uma briga terminou com os dois envolvidos A.T. e A.L. R indiciados por tentativa de homicídio simples. Segundo o delegado, as investigações apontaram que ambos os envolvidos foram vítimas e agressores, pois os dois teriam atentado contra a vida um do outro sendo que um fez uso de faca e o outro de uma arma de fogo.

O quarto caso uma tentativa de homicídio duplamente qualificada foi registrado no dia 06 de outubro de 2016 na Rua 821 em Vilhena. A vítima Cleberson Ribeiro Mendes foi alvo de disparos de arma de fogo quando estava no portão da casa de sua ex-namorada K.S.S, com quem tem um filho.

No desenrolar das investigações constatou-se que o crime teria sido cometido pelo namorado de K.S.S, que tem por iniciais do nome F.J.C. Porém chamou a atenção dos investigadores o fato do acusado saber o local e hora exatos de onde a vítima estaria, informação essa que teria sido dada por K.S.S. A vitima teria ficado entre 7 a 10 minutos a espera da ex no portão e foi nesse intervalo tempo que o crime ocorreu. Atualmente a vitima cumpre pena no presídio de Ariquemes e os acusados pela tentativa de homicídio um K.S.S está em liberdade e residindo em Várzea Grande/MT, já F.J.C foi vítima de homicídio em 2018.

Os dois últimos casos são recentes sendo um caso do sobrinho que matou o tio e enterrou no quintal e o outro o caso do agente penitenciário assassinado por um menor de idade. Sobre o homicídio qualificado e ocultação de cadáver ocorrido em 28 de agosto de 2020 na Rua 708 bairro Bodanese, em Vilhena, cuja vítima foi Nilton Cesar Santos do Nascimento, o delegado declarou que há indícios de que J.R.N, matou por motivo torpe e em seguida, ocultou o cadáver da vítima.

O último caso abordado na coletiva foi o assassinou do policial penal André Borges, em 10 de agosto de 2020, no pátio do posto Cavalo Branco, localizado na Av. Major Amarante, no Centro de Vilhena. Os investigadores concluíram que a vítima morreu por ser policial penal, sendo que além do menor autor dos disparos, outros três estariam envolvidos. “Existe uma ideologia na organização criminosa em que se devem eliminar opressores que são membros de facção rival e o Estado, através de seus agentes, seus órgãos, entre outros”, explicou o delegado.

André foi atingido pelas costas, ao todo foram feitos cinco disparos contra a vítima sendo que quatro o atingiu nas costas. Elementos apontam que C.H.I. coordenou a ação, planejando com J. S. R a morte do agente.

No decorrer das investigações atestou também que o comportamento funcional da vítima em momento algum justificou a morte dele. “A investigação até o momento aponta que a possibilidade que tenha sido uma ação isolada. Tanto o C. quanto o J. levaram a arma para o Posto com o intuito de matar”, apontou o delegado.

Um quarto elemento foi identificado, sendo ele quem teria emprestada a arma usada no crime, o menor segue internado e os três adultos seguem presos preventivamente. A arma usada tem a numeração raspada sabe-se que é da Secretaria de Segurança pública, e foi localizada na casa do quarto elemento envolvido. Já a arma do agente penitenciário segue desaparecida, não se sabe quem a subtraiu. Ontem, 29, a equipe cumpriu o mandado de prisão preventiva, contra os três adultos envolvidos. Com os inquéritos concluídos os mesmo foram entregues a justiça.

 

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