Destaque

Prefeitura finalmente consegue trazer tomógrafo para Vilhena, mas a máquina só vai entrar em operação em 2020

Uma epopeia que se arrasta há mais de um ano ainda está longe do desfecho, mas hoje trouxe uma novidade.

Trata-se da aquisição de um aparelho de tomografia pelo Município de Vilhena, cujos recursos foram viabilizados através de emenda da deputada estadual Rosangela Donadon (PDT), disponíveis na conta da prefeitura desde o meados de setembro do ano passado.

A máquina finalmente chegou à cidade, só que ainda é preciso mais 60 dias para ser instalada. O passo de tartaruga de todo este processo traz embutido uma conveniência para o prefeito Eduardo Japonês (PV): o tomógrafo vai começar a ser usado justamente no ano eleitoral. Uma coincidência e tanto.

A demora entre o recebimento do dinheiro e a realização do benefício, que neste caso corresponde a um avanço e tanto para o sistema de saúde local, causou estranheza à autora da emenda, que há algumas semanas comentou a situação na imprensa local.

Rosangela Donadon questionou a demora na execução de suas emendas pelo Município, o que inclusive fez com que ela muito provavelmente não contemple Vilhena, seu próprio domicílio eleitoral, em sua fatia orçamentária para o próximo ano.

A parlamentar, que faz parte do grupo adversário de Eduardo, chegou a falar que talvez o desinteresse tenha cunho político, a fim de não valorizar suas ações.

Na sequência o Município rebateu disfarçadamente as afirmações da deputada, em oportuno release anunciando a chegada de medicamentos adquiridos através de outra emenda de Rosângela, que também por outra incrível coincidência aportou na cidade um dia depois que ela tinha dado a bronca.

No mesmo material de divulgação, a prefeitura deu uma pincelada em outras iniciativas da parlamentar, inclusive falou sobre a aparentemente complexa aquisição da máquina. O longo tempo neste procedimento, de acordo com Japonês, se devia a prazos de licitação, burocracia alfandegaria e outros penduricalhos de retórica para justiçar a inércia.

A conduta do prefeito indica que há um viés político muito presente em todo este processo. Na manhã desta quarta-feira, quando o tomógrafo chegou, foi realizada uma cerimônia para receber a máquina, posar para fotos e fazer discursos.

A deputada, ao que tudo indica, não foi convidada, pois não estava lá e não havia nenhum representante dela na ocasião.

Tudo isso aponta para que seja pertinente acreditar que a intenção é “limar” a decisiva e fundamental participação de uma adversária política na conquista mais importante e avançada para o setor de saúde municipal ao longo da gestão do Japonês, colocando a máquina para funcionar justamente no início do ano eleitoral a fim de faturar dividendos políticos para si próprio.

Fonte
Semcom

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo