O dia

Crateras, sujeira e muita lama marcam início de 2019 em Vilhena

Prefeito não promoveu limpeza de fim de ano, mesmo a população esperando; Buracos tomam conta das ruas e a sensação de abandono aumenta a cada dia

A Gazeta Amazônica vem recebendo ao longo da semana diversas reclamações de moradores das áreas periféricas do município de Vilhena. As pessoas estão insatisfeitas e com a sensação de abandonado causada pela prefeitura quanto a conservação das estradas não pavimentadas, também quanto a quantidade de lixo nas frentes dos terrenos.

E equipe de reportagem do site visitou alguns bairros e constatou que a situação é crítica. No bairro Cristo Rei, por exemplo, ruas como a 731, estão com valas tão grandes que se torna impossível a trafegabilidade dos veículos. Em alguns pontos é necessário buscar rotas alternativas para se chegar a alguns endereços. O mesmo ocorre na Rua 1508 no trecho compreendido abaixo da avenida Melvin Jones. Situação também ruim no Setor 19 e também no Setor 03.

Moradores reclamam que este ano não houve operação de limpeza da Secretaria Municipal de Obras (SEMOSP) no final de ano. Como tradicionalmente é feita esta operação pela Secretaria de Obras, vários moradores colocaram para frente dos terrenos resíduos que no passado eram colhidos para deixar a cidade mais limpa.

Embora o município de Vilhena tenha passado por uma turbulência política ao longo de 2018, o prefeito Eduardo Japonês (PV) teve ao seu dispor o período seco quase que completo, também não deve servir de justificativa a falta de máquinas ou o sucateamento destas, pois ao longo de 2017 e 2018 foi noticiado diversas aquisições em favor da SEMOSP.

Um líder comunitário que pediu para não ser identificado afirmou que no entender dele, “o prefeito é um grande empresário e não é sensível a dificuldade enfrentada pelas pessoas que vivem na periferia. A preocupação do prefeito é apenas jogar golfe”, lamenta. Nas redes sociais alguns memes chegarem a ser criados na tentativa de convencer o prefeito Eduardo Japonês a colocar suas equipes de trabalho em campo ao menos para executar obras paliativas para melhorar um pouco mais a vida do cidadão.

Outros mais irados curtem e compartilham montagens com placas de trânsito que dizem: “Cidade sem prefeito”.

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